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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Empresários chineses querem formatar parceria para revender Turmalina Paraíba

Empresários chineses querem formatar parceria para revender Turmalina Paraíba


A Bolsa de Diamantes do Panamá lidera uma delegação que deve vir à Paraíba formatar parcerias com comerciantes de pedras preciosas. A informação é da vice-presidente sênior, Ali Pastorini, que destacou que empresários chineses querem se familiarizar com os minerais e atrair à Bolsa algum empresário de turmalina Paraíba. A notícia é manchete neste domingo do Jornal da Paraíba.


“Até então eles [os empresários chineses] só tinham contato com o mercado brasileiro através de Feiras na Ásia, onde alguns empresários conseguem expor seus produtos. O mercado asiático sempre admirou muito o mercado de pedras preciosas, porém priorizou, nos últimos anos, comprar e investir em ouro e diamantes. Agora eles veem as pedras preciosas (com exceção do diamante) como o setor a ser atingido”, disse Ali Pastorini, em trecho da reportagem publicada.


O jornal diz, ainda, que, para o empresário brasileiro, será interessante ter a possibilidade de conversar e apresentar seus produtos a potenciais compradores asiáticos, que querem comprar tais mercadorias através da Bolsa, que garante a qualidade e legitimidade do produto. Já há empresas brasileiras fazendo parte da Bolsa de Diamantes desde sua inauguração, em sua maioria empresas do setor de diamantes brutos e polidos, de acordo com a representante.


Ali Pastorini disse ainda que as pedras brasileiras são um grande atrativo para compradores, como joalheiros e investidores, ao redor do mundo. Para ela, a Bolsa pode, inclusive, ajudar a reduzir o comércio ilegal da Turmalina Paraíba.


“A essência de uma Bolsa de Diamantes é justamente dar segurança e tranquilidade ao comprador, e ao vendedor de comercializar dentro dela. é uma plataforma regularizada e, para ser membro, a empresa precisa ser aprovada por uma Junta Diretiva. Eu acredito que a Bolsa trará uma grande mudança para a América Latina, não apenas em questões econômicas, mas também em questões de segurança, pois a maioria entenderá que a melhor maneira de fazer negócio é de uma forma transparente e honesta”, avaliou.


A vice-presidente sênior explicou que não há como ocorrer comercialização ilegal dentro de uma Bolsa, pois esta é constantemente vigiada por toda a federação. “Se um membro comete um delito, a foto dele com nome e empresa é divulgada a outras 29 Bolsas ao redor do mundo, o que dificulta consideravelmente que ele comercialize sua mercadoria em outros continentes. Não é por acaso que empresas líderes de mercado integram a Bolsa, pois querem evitar qualquer possibilidade de negociar com empresas ou empresários de má índole”, disse.
Parlamento PB 

Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves'

Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves'

Os diálogos interceptados durante a Operação Sete Chaves revelam a descoberta de nova reserva de turmalinas Paraíba, negócio “muito bom”, segundo os investigados. Eles comentam que lucrarão cerca de “um bilhão de dólares” com o negócio e que estarão “bem de vida até a sexta geração da família de todos eles”.
Diálogo interceptado, em abril de 2014, revela a visita de especialistas do Gems Institute of America à mina em São José da Batalha. No trecho, um dos investigados comenta que na semana anterior havia extraído pedras de qualidade e que a visita dos americanos foi encomendada por Sebastião Lourenço e Azizi, com o objetivo de analisar a qualidade da extração das turmalinas paraíba.
Entre os dias 31 de março de 2014 e 17 de abril do mesmo ano, uma expedição do GIA visitou minas brasileiras nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba. A expedição tinha o objetivo de “reunir informações e documentar o estado atual das minas de pedras coloridas, particularmente esmeralda e turmalina”.
Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta
Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as gemas do distrito de São José da Batalha (PB) conseguem alcançar teores de cobre acima de 2% A turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK).

Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. A maior dessas pedras já encontrada, a Ethereal Carolina Divine Paraíba, tem 191,87 quilates e é de propriedade do filantropo canadense Vicente Boucher. A pedra foi avaliada em até U$ 125 milhões.
As turmalinas são um minério comum encontrado em várias localidades. Entretanto, a autêntica turmalina paraíba possui traços de cobre, manganês e ouro em percentuais únicos, o que proporciona um efeito de fluorescência que não se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de São José da Batalha (PB), conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e África, onde se exploram também turmalinas, os teores de cobre não chegam a 0.80%.
A pedra foi batizada de turmalina paraíba por ter sido encontrada pela primeira vez em São José da Batalha, distrito do Município de Salgadinho, na região do Cariri, interior da Paraíba, a 244 km da capital. Segundo relatos da imprensa, a primeira turmalina paraíba foi descoberta em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha. Na época da descoberta, Heitor Barbosa foi citado em revistas estrangeiras como o homem que descobriu a raríssima turmalina paraíba. A qualidade excepcional da pedra foi comprovada pelo Gemological Institut of America (GIA) nos Estados Unidos.

Da Redação com MPF

Como identificar uma turmalina paraíba

Como identificar uma turmalina paraíba


Como identificar uma turmalina paraíba
As turmalinas paraíbas são muito raras e existem apenas no estado brasileiro da Paraíba

Se você está interessado em avaliações e identificações de pedras preciosas e deseja fazer disto um hobby ou um investimento, você precisará de aulas com um instrutor certificado de gemologia para conseguir o seu certificado. Entretanto, se estiver interessado em pedras preciosas apenas como hobby, então adquira conhecimento sobre o tema através de pesquisas onlines e em bibliotecas, pois esse poderá ser um bom modo de satisfazer a sua paixão por pedras raras e belas. As turmalinas paraíbas foram descobertas na década de 1980, e se caracterizam em sua maioria por serem raras e pequenas.




Instruções


  1. 1
    Procure por uma cor turquesa um pouco esverdeada. A turmalina paraíba tem a sua cor azul marinha devido ao cobre, que também a deixa esverdeada dentro de uma pedra facetada quanto exposta ao brilho de uma luz. Esse é a melhor forma de um amador identificar se uma pedra é uma turmalina paraíba.
  2. 2
    Examine o brilho da pedra facetada e cortada. As turmalinas paraíbas são conhecidas pelo seus brilho forte. Esse brilho aparenta surgir de dentro da pedra quandro exposta ao brilho das luzes. Enquanto algumas pedras brilham em várias partes, a turmalina paraíba tem o seu brilho vindo de dentro da pedra.
  3. 3
    Utilizes luzes diferentes para ver a pedra. Devido ao fato da turmalina ter um brilho tão característico, será melhor ver o seu brilho sob uma luz fraca. Com os diamantes e as outras pedras preciosas também é assim, mas é incomum que as pedras com coloração forte como a turmalina tenham esta propriedade. Mas não veja a pedra sob apenas uma luz específica, mas sim também sob a luz do dia e na penumbra para ajudá-lo na sua pesquisa.
  4. 4
    Verifique o preço. As turmalinas paraíbas são muito raras e normalmente pesam menos que um quilate e são muito, mas muito caras. Ou seja, você raramente vai encontrá-las em uma joalheria qualquer. Se encontrar, não espere pagar menos do que 5 dígitos por quilate para ter uma pedra de alta qualidade.
  5. 5
    Peça informações sobre o processo de queima. As turmalinas paraíbas são pedras preciosas naturais, mas uma parte do processo de corte reside na "queima" sob grandes temperaturas para eliminar as cores vermelhas. Se a sua pedra não tiver sido queimada, então é provável que não seja uma turmalina paraíba.

Dicas & Advertências

  • As turmalinas paraíbas têm valor inestimável para os colecionadores e estudiosos do ramo. Se você pretende comprar uma pedra como essa, ouça várias opiniões precisas sobre o valor, o preço e a legitimidade da sua pedra antes de efetuar a compra

9 AEROPORTOS INCRIVELMENTE PERIGOSOS

9 AEROPORTOS INCRIVELMENTE PERIGOSOS

aeroportos perigosas
Quando decidimos embarcar em um avião para viajar para outro país ou mesmo para se deslocar entre cidades, nós as vezes pensamos que alguns deles tem os piores serviços possíveis. Para começar, dizemos que há muitos vôos atrasados, pouca comodidade ou as pistas não parecem estar em boas condições.
Por isso, nós encorajamos você a ver a situação de alguns dos lugares mais perigosos do mundo para que possa compará-los com aqueles que você conhece e dizer o que acha. No final, cremos que vai acabar pensando que eles são extremamente confiáveis.



1. AEROPORTO DE LUKLA, NEPAL

Se você decidiu fazer excursão ao Everest, saiba que o avião deve pousar em um pequeno aeroporto. Mas não é só o fato dele ser pequeno, mas por estar situado em uma montanha e não ter nenhuma iluminação disponível devido à altura em que ele está localizado. Para “melhorar”, não existe qualquer controlador de tráfego aéreo, que possa ajudar o piloto a pousar. O próprio piloto tem que pousar e levantar voo sozinho.
Aeroporto de Lukla, Nepal



2. AEROPORTO INTERNACIONAL DE COURCHEVEL, FRANÇA

Esta construção é um pequeno aeroporto, utilizado por esquiadores que querem passar algum tempo nas pistas de Courchevel, nos Alpes franceses. O impressionante sobre este aeroporto não é o fato de, como o anterior, estar localizado acima das montanhas, mas sim, que sua área de aterrizagem tem apenas 525 metros de comprimento. É, portanto, impossível pousar lá exceto para aeronaves de pequeno porte, tais como jatinhos privados ou similares.
Aeroporto Internacional de Courchevel, França



3. AEROPORTO INTERNACIONAL DE TONCONTIN, HONDURAS

No caso deste aeroporto, apesar de estar localizado entre as montanhas, não está no topo, como os anteriores. O problema é precisamente as montanhas que ficam nos arredores, pois elas forçam os pilotos a fazer uma curva de 90 graus e, em seguida, fazer um movimento de descida muito rápido para pousar.
E os problemas não param por ai, pois só há uma pista de entrada e uma de saída para os aviões, o que aumenta o risco dramaticamente. É por isso que a decisão de construir uma pista de pouso alternativa foi tomada devido a um acidente em 2008.



4. AEROPORTO INTERNACIONAL PRINCESS JULIANA, ST. MARTIN

Aeroporto Internacional Princess Juliana, St. Martin
O principal problema que temos neste caso é que o aeroporto está localizado em uma ilha e o ele tem as dimensões mínimas para uma pista de aterrizagem. Por ter uma pista de uma distância extremamente curta e ser próximo demais das praias do local, é comum ver aviões sobrevoando a muito menos de 2 mil metros de altitude, perigosamente próximos dos banhistas. Apesar de receber até Boeings 747, nenhum acidente grave foi registrado no local, até o momento.



5. AEROPORTO DE PARO, BUTÃO

Butão é um dos menores e menos populosos países do mundo e está localizado no meio do Himalaia. Têm pouca terra e está no meio de uma cordilheira, isso forçou a criação de um aeroporto no meio de elevações complexas.
É muito difícil de aterrizar nesta pista, uma vez que ela tem obstáculos de 5.480 metros de altura que obrigam o piloto a executar manobras complicadas na descida, deixando muito pouco tempo para operar caso haja problemas de visibilidade.
Aeroporto de Paro, Butão



6. O AEROPORTO DE GIBRALTAR

Este aeroporto está localizado na colônia que o Reino Unido tem no território espanhol. Há uma disputa eterna sobre a soberania deste local, isso faz com que seja quase impossível desfrutar dos privilégios do território, então eles tiveram que inventar um mecanismo para reutilizar o pequeno terreno.
Eles usaram a estrada da entrada principal da cidade como parte da pista de aterrizagem. Para isso, eles param o tráfego quando um avião precisar descer no aeroporto. Portanto, é importante que a manobra seja rápida, uma vez que um engarrafamento pode acontecer.
Aeroporto de Gibraltar



7. ESTAÇÃO MCMURDO, ANTARCTICA

Claramente, poucas pessoas querem tirar férias na região mais remota da Antártida. A verdade é que a função desde aeroporto é científica, pois há muitos projetos de pesquisa acontecendo lá. É por isso que não há um forte investimento neste local.
O problema surge quando alguém tenta pousar em uma região coberta pela neve permanente, perdendo as referência da pista, tendo que pousar quase que por intuição.
Estação McMurdo Air, Antarctica



8. AEROPORTO DA MADEIRA, PORTUGAL

Este aeroporto está localizado na ilha da Madeira, em território português. O principal problema que encontramos para pousar são as altas velocidades do vento na região, que atingem a aeronave, tornando a manobra complicada. Ainda, é preciso acrescentar que uma parte da pista foi construída sobre colunas de um viaduto improvisado sobre o mar, sendo que por baixo há uma estrada para carros. Embora seja projetado para resistir a um acidente, o fato é que o risco é muito elevado.
Aeroporto da Madeira, Portugal



9. AEROPORTO NARSARSUAQ, GROENLÂNDIA

Este aeroporto na Groenlândia é um dos mais difíceis de manobrar devido às condições meteorológicas adversas. Em primeiro lugar, podemos encontrar neve espessa que impede a visão correta da pista, fazendo a aterrizagem se tornar muito complicada e podendo causar um acidente. Mas, para piorar as coisas, também corre o risco ocorrer uma das muitas erupções vulcânicas que acontecem na ilha, devido a uma montanha com forte atividade na área.
Aeropuerto Narsarsuaq, Groenlandia
Caro leitor, a partir de agora, esperamos que você olhe com mais carinho os aeroportos pelos quais você passa.

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON Parte I

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON
Parte I


A sensacional descoberta da tumba do faraó Tutankamon - 18ª Dinastia, revelou os fabulosos tesouros que acompanhavam o soberano egípcio durante sua vida e após sua morte, assim como o alto grau de excelência dos ourives egípcios. Este tesouro está, desde a sua descoberta no início do século passado, no Museu Egípcio do Cairo e representa a maior coleção em objetos de ouro e jóias do mundo.O sarcófago onde fica a múmia foi feito inteiramente em ouro e esta está coberta com uma enorme quantidade de jóias. Muitas outras jóias foram encontradas em caixas e baús em outras salas da tumba. Os diademas, anéis, colares, peitorais, amuletos, pendentes, braceletes e brincos são de uma qualidade técnica e decorativa altíssimas, raramente igualadas na história da joalheria.
Os ornamentos encontrados na tumba de Tutankamon são típicos e maravilhosos exemplares das jóias egípcias. A perpetuação da iconografia e de princípios cromáticos deu à joalheria do antigo Egito – que permaneceu longo tempo sem ser influenciada por outras civilizações- uma magnífica e sólida homogeneidade, enriquecida pelas mágicas crenças religiosas. A ornamentação das jóias era grandemente composta por símbolos que tinham nome e continham significados, sendo uma forma de expressão muito estreitamente ligada à simbologia da escrita hierográfica. O escaravelho, o nó de Ísis, a flor de lótus, o olho de Horus, o falcão, a serpente e a esfinge são todos motivos decorativos carregados de simbologia religiosa. Na joalheria egípcia, o uso do ouro é predominante e, em geral, é decorativamente complementado pelo uso das gemas corneliana, turquesa e lápis-lazúli ou por pastas vítreas imitando-as. Apesar dos motivos decorativos serem limitados na joalheria egípcia, os artesãos criaram uma variedade imensa de composições, baseadas numa estreita simetria ou, no caso das jóias montadas por contas - feitas de gemas ou massa vítrea, numa rítmica repetição de formas e cores.
Os colares feitos com contas - geralmente de ouro, gemas ou cerâmica vitrificada - são cilíndricos, esféricos ou na forma de discos e foram praticamente sempre confeccionados utilizando-se a alternância de cores e formas nos vários fios que compõem os colares. Os colares podiam ter duas formas distintas principais. Uma, chamada menat, era exclusivamente atributo da divindade e só podia ser usada por faraós. O menat de Tutankamon é um colar composto de vários fios de contas em diferentes tamanhos e cores, com um pendente e um fecho decorado, usado atrás dos ombros. A outra forma era o usekh, mais freqüentemente usado por todo o período do Antigo Egito, e também com vários fios, mas de formato semi-circular.

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON Parte II

AS JÓIAS DO FARAÓ TUTANKAMON
Parte II


Um dos mais esplêndidos menat feitos para o faraó é o que combina a representação da deusa-serpente Wadjet com a deusa-abutre Nekhbet. Desenhos e figuras foram criados a partir de minúsculas gemas esculpidas individualmente e inseridas em células, formadas por fios de ouro ligados a uma base plana de ouro - técnica conhecida como in-lay. A jóia, assim como todos os menats, é composta por compridas fileiras de minúsculas gemas e contas artisticamente esculpidas, e nos elaborados fechos a decoração repete elementos de design constantes na peça principal. Estes colares iam de ombro a ombro, por cima do peito. As deidades protetoras Wadjet e Nekhbet, representam o Baixo e o Alto Egito e também adornam a testa da masca mortuária de Tutankamon.Uma grande quantidade de asas de falcões, abutres, escaravelhos e também deidades femininas está representada nas jóias do faraó, talvez não só por causa da simbologia inerente destas representações, mas também porque permitiam aos artesãos criações maravilhosas na composição de cores e figuras.Vários pares de brincos foram encontrados na tumba do rei, apesar de que durante o período em que Tutankamon viveu os homens considerados adultos não usavam brincos. Os brincos encontrados são grandes, e eram usados em orelhas furadas num diâmetro mais largo do que se usa hoje em dia. Os furos nas orelhas da máscara mortuária do faraó são proeminentes, mas estes foram cobertos com discos de ouro em vez de brincos, já que Tutankamon havia chegado à idade adulta antes da sua morte.
Como a maioria das jóias encontradas na sua tumba, assim também os braceletes são peças altamente elaboradas e com desenhos intrincados, devido à variedade de motivos complexos. Grandes escaravelhos, projetando-se para fora da superfície do bracelete, eram comuns à maior parte dos ornamentos de braço: além de ser um poderoso símbolo egípcio de regeneração e renascimento, o escaravelho também consta em um dos cinco nomes de Tutankamon. A tumba do faraó é a única a ter escapado aos ladrões de tumba que apareceram ao longo dos séculos no Egito. Os tesouros que a tumba contém atestam a imensa riqueza das cortes dos antigos faraós e são testemunhas mudas do quanto se perdeu na arte e na ourivesaria egípcias. Se, e de acordo com a História, Tutankamon não foi um dos faraós mais importantes a governar o país, então só podemos imaginar os tesouros em jóias que teriam pertencido aos mais poderosos governantes do antigo Egito.

Brasil pode chegar ao 11º lugar em produção de diamantes

Brasil pode chegar ao 11º lugar em produção de diamantes

Descoberta na Bahia estimula corrida pelo mineral. País volta ao clube dos grandes produtores



Tesouro. Mina da belga Lipari, em Nordestina (BA), única produção de diamante primário no Brasil
RIO - Após a descoberta na cidade de Nordestina, no interior da Bahia, de uma reserva de diamante capaz de multiplicar a produção nacional da pedra preciosa numa escala superior a dez vezes, o país voltou a ficar na mira de investidores. Ao menos três empresas estão prospectando a pedra preciosa no país — na Bahia, em Goiás e em Minas Gerais — num movimento que deve colocar o Brasil de volta no mapa mundial dos diamantes. Um mercado seleto, com apenas 21 nações produtoras e que em 2015 movimentou US$ 13 bilhões.
O Brasil já liderou a produção global de diamante no século XVIII e, hoje, representa ínfimo 0,02% desse mercado, ocupando a 19ª posição do ranking, capitaneado pelos russos. Considerando o pico de produção na mina de Nordestina, em 2020, estimado em 400 mil quilates, o Brasil será alçado ao 11º lugar, mantida estável a produção dos demais países. Em 2015, foram produzidos 127,4 milhões de quilates de diamantes no mundo.

Paralelamente à chegada de novos investidores, está em fase final de revisão um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão do governo federal, com áreas potenciais para exploração de diamantes.
O projeto Diamante Brasil identificou 1.344 dos chamados corpos kimberlíticos e rochas associadas, reunidos em 23 campos. É nessas áreas de nome esquisito que se encontra o diamante primário, incrustado em rochas e cuja produtividade é bem maior que a do diamante secundário, geralmente encontrado nos rios.
É sobre esse mapa da mina que as empresas estão se debruçando atrás de novas jazidas. Uma atividade cara e de risco. Estima-se que apenas 1% dos corpos kimberlíticos tenha diamantes economicamente viáveis. No mundo, pouco mais de 20 jazidas de kimberlíticos estão em produção. Até ano passado, o Brasil estava fora dessa estatística. Produzia somente diamantes secundários, muito explorados por cooperativas de garimpeiros.

A descoberta de Nordestina mudou o cenário. Em meados de 2016, deu-se início a primeira produção comercial de diamante primário no Brasil. Liderada pela belga Lipari, a produção deve alcançar este ano 220 mil quilates — em 2015, último dado fechado, a produção nacional havia sido de 31 mil quilates.
Segundo o canadense Ken Johnson, presidente da empresa, as terras onde a Lipari prospecta diamantes foram adquiridas da sul-africana De Beers, em 2005. Desde então, foram investidos R$ 214 milhões. A produção será exportada.
— O trabalho na mina é de 24 horas por dia. Temos 270 funcionários e devemos chegar a 290 empregados no fim do ano. E isso é só o começo. Estamos olhando outras áreas em Rondônia e Minas Gerais — diz Johnson.
DESCOMPASSO ENTRE OFERTA E DEMANDA
O diamante é feito de carbono e é formado na base da crosta terrestre, a pelo menos 150 quilômetros de profundidade. Para que se forme, é necessário que esteja em ambiente estável, com elevadíssimas temperaturas e determinadas condições de pressão. Com a movimentação no interior da Terra, há liberação de energia. O magma, então, busca uma válvula de escape e aproveita falhas geológicas para chegar à superfície. O diamante “pega carona” no magma.
— Quando esse percurso é feito em poucas horas ou poucos dias, o que é bastante raro, o diamante é preservado. Caso contrário, desestabiliza-se e vira grafite — explica a geóloga Lys Cunha, uma das chefes do projeto Diamante Brasil.
Ao chegar à superfície, o magma se solidifica e forma as chamadas rochas kimberlíticas. O diamante primário fica incrustado nessas rochas. Com o passar do tempo, as rochas sofrem processo de erosão e o diamante acaba sendo carregado para outras áreas, alojando-se ao longo de rios. Nesse caso, passa a ser chamado de diamante secundário. Segundo empresários e especialistas, não há diferença de qualidade entre eles. O que muda são os meios de extração.

— O diamante secundário tem uma produção errática, pois fica mais espalhado. Além disso, não se costuma cavar mais de 15 metros a 20 metros de profundidade para encontrá-lo. Já o diamante primário fica mais concentrado. No processo de extração, pode-se perfurar de 200 metros a 300 metros de profundidade, o que exige uma produção bastante mecanizada e investimento bem maior. O volume de produção também é muito superior — explicou Francisco Ribeiro, sócio da Gar Mineração. — Por isso, temos a oportunidade de voltar a ocupar posição de destaque no ranking global.
‘O país tem chance de voltar a figurar entre os líderes da produção global’
- Joe BurkeDiretor de Marketing da Five Star
A empresa, de capital nacional, atua há 60 anos no Brasil e hoje produz cerca de 3.600 quilates a 4.800 quilates por ano de diamante secundário no Triângulo Mineiro. Agora se prepara para estrear na produção de primário. Segundo Ribeiro, a companhia está em fase de qualificação das reservas, também em Minas Gerais. E a estimativa para iniciar a produção é de um a dois anos.
A história do diamante no Brasil remonta ao século XVIII. Não se sabe ao certo quando houve a primeira descoberta, mas historiadores apontam o ano de 1729 como o que o então governador da capitania de Minas Gerais, Dom Lourenço de Almeida, oficializou a existência das minas à metrópole. Até então, as descobertas da pedra preciosa corriam à boca pequena e enriqueciam quem se aventurava na clandestinidade.
Com a Coroa ciente, a produção no então Arraial do Tijuco (atual Diamantina, Minas Gerais) ganhou novo impulso e o Brasil assumiu a liderança mundial do diamante, desbancando a Índia. Durante quase 150 anos, manteve a dianteira. Em 1867, a descoberta de um diamante nos arredores de Kimberley, na África do Sul, levou a uma corrida pela pedra preciosa no país. O Brasil, então, perdeu a hegemonia e está hoje na lanterna da produção global, à frente apenas de Costa do Marfim e Camarões.
NOS EUA, PEÇA ESSENCIAL DO NOIVADO
Desde 2010, a produção mundial está estacionada na faixa dos 130 milhões de quilates. Recente relatório da consultoria Bain&Company, porém, estima que a demanda vai crescer a um ritmo de 2% a 5% ao ano até 2030, embalada pelo consumo da classe média americana e chinesa. Cobiçado por casais apaixonados, o diamante brilha com frequência em joias que os maridos americanos dão a suas esposas. Pesquisa mostra que 71% dos americanos nascidos entre os anos 1980 e 2000 consideram o diamante um elemento essencial do anel de noivado.
A oferta de diamantes, no entanto, não deve acompanhar a retomada do consumo. A consultoria projeta queda de 1% a 2% por ano na produção da pedra até 2030, devido ao esgotamento das minas. É nesse desequilíbrio que está a oportunidade para o Brasil voltar ao clube.
— O Brasil, de alguma forma, foi ignorado pelos maiores produtores e a oportunidade de identificar e desenvolver novas minas é única. Em uma recente viagem a Antuérpia, houve empolgação quanto à qualidade dos diamantes brasileiros. O país tem chance de voltar a figurar entre os líderes da produção global de novo — diz Joe Burke, diretor de Marketing da Five Star Diamond.
Do interior da terra à superfície
1
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Os diamantes são formados na base da crosta terrestre, a pelo menos 150 quilômetros de profundidade. Para que se formem, é necessário que estejam em um ambiente estável, com temperaturas de 1300 C a 1500º C e determinadas condições de pressão.
Com a movimentação no interior da Terra, há liberação de energia. O magma, então, busca uma válvula de escape. Aproveita falhas geológicas, para chegar à superfície. O diamante pega carona no magma. Quando o percurso é feito em poucas horas ou poucos dias, o que é raro, o diamante é preservado. Caso contrário, se desestabiliza e vira grafite.
Ao chegar à superfície, o magma se solidifica e forma as chamadas rochas kimberlíticas, nas quais fica incrustado o chamado diamante primário. Com o tempo, as rochas sofrem erosão e diamantes são carregados para rios e córregos. O chamado diamante secundário.
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Movimento na
crosta terrestre
Fonte: CPRM

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crosta terrestre
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Os diamantes são formados na base da crosta terrestre, a pelo menos 150 quilômetros de profundidade. Para que se formem, é necessário que estejam em um ambiente estável, com temperaturas de 1300 C a 1500º C e determinadas condições
de pressão.
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Com a movimentação no interior da Terra, há liberação de energia. O magma, então, busca uma válvula de escape. Aproveita falhas geológicas, para chegar à superfície. O diamante pega carona no magma. Quando o percurso é feito em poucas horas ou poucos dias, o que é raro, o diamante é preservado. Caso contrário, se desestabiliza e vira grafite.
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Ao chegar à superfície, o magma se solidifica e forma as chamadas rochas kimberlíticas, nas quais fica incrustado o chamado diamante primário. Com o tempo, as rochas sofrem erosão e diamantes são carregados para rios e córregos. O chamado diamante secundário.
Fonte: CPRM
A empresa foi fundada por um geólogo australiano, que se associou a investidores estrangeiros e a um advogado brasileiro. Juntos, compraram áreas em diferentes regiões no Brasil para prospectar diamante. Segundo Burke, em 15 dos cerca de cem corpos kimberlíticos que a companhia tem no portfólio há grande chance de ocorrência de diamante. A Five Star já levantou US$ 7 milhões com investidores e se prepara para listar a empresa no mercado de capitais canadense. A produção no Brasil deve começar em Goiás, onde o projeto está mais avançado, no fim do ano.
BUROCRACIA E FALTA DE SEGURANÇA
A ausência de guerras civis e religiosas no Brasil é apontada por fontes do setor como um atrativo. A exploração da pedra preciosa sempre levantou polêmica porque costumava ser usada para financiar conflitos civis na África. Com o filme “Diamante de sangue”, estrelado por Leonardo DiCaprio em 2006, a crueldade das guerras e a associação à produção do diamante se tornaram mundialmente conhecidos.


O diamante produzido legalmente no Brasil e em outros países, no entanto, segue o processo de certificação Kimberley, espécie de atestado de origem criado justamente para inibir o comércio ilegal. A burocracia no país para emitir os certificados, no entanto, é uma trava na expansão do mercado, alertam empresários. Antes de ser exportado, o diamante precisa ser pesado, medido e analisado. Isso é feito por um funcionário do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) em uma unidade regional do órgão.
Como o certificado precisa da assinatura do diretor-geral do DNPM e o sistema não é informatizado, ele é enviado por Sedex até Brasília, sede da instituição, e retorna ao produtor igualmente pelo correio. O processo leva de dez a 15 dias, segundo João da Gomeia Silva, da coordenação de ordenamento e extração mineral do DNPM.
Durante esse período, os diamantes ficam em cofres das próprias empresas produtoras ou de seguradoras, trazendo risco à segurança das companhias e dos funcionários. Mês passado, a Lipari foi invadida e teve parte de sua produção roubada. Se depender da agilidade do poder público, as mineradoras continuarão vulneráveis
— O DNPM está na era digital. Até 2018, a ideia é eliminar o papel — diz Silva.

Atraindo cada vez mais brasileiros, Canadá se firma como destino global de imigrantes

Atraindo cada vez mais brasileiros, Canadá se firma como destino global de imigrantes


Embaixada do Canadá em WashingtonDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionConsultores afirmam que interesse sobre Canadá não para de crescer
Num momento em que várias nações endurecem o controle migratório, o Canadá se firma como uma alternativa para brasileiros que buscam emigrar - e há sinais de que a procura pelo país poderá se intensificar após a posse de Donald Trump nos Estados Unidos.
Consultores especializados em imigração relatam um aumento no interesse pelo Canadá desde a eleição do americano, enquanto aspirantes a migrantes se dizem atraídos por suas políticas para atrair profissionais estrangeiros e possibilidades de regularização.
Mesmo antes da vitória de Trump, a migração brasileira para o Canadá já estava em alta. Segundo a agência canadense de imigração, refúgio e cidadania (CIC), 92,4 mil brasileiros pediram permissão para residir temporariamente no Canadá entre janeiro e setembro de 2016, e quase 90% das solicitações foram aprovadas.
O número é 10% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior e sobe pelo terceiro ano seguido.
Nos últimos seis anos, brasileiros fizeram 549,5 mil pedidos de residência temporária no Canadá. Hoje brasileiros são a quarta nacionalidade que mais solicitam essa permissão, atrás de chineses, indianos e mexicanos.
Os pedidos de residência temporária de todas as nacionalidades somaram 2 milhões entre janeiro e setembro de 2016, alta de 13% em relação ao mesmo período de 2015 e sinal de que o Canadá se consolida como um destino global de imigrantes.
Os dados englobam pedidos de vistos de estudante, permissão de trabalho e de residência temporária, solicitados por muitos como um primeiro passo no processo de mudança definitiva. O processo, porém, pode se arrastar por vários anos e não há garantias de sucesso, o que pode forçar os requerentes a ficar renovando a permissão temporária, permanecer no país ilegalmente ou voltar ao país de origem.

Cautela com os EUA

Natural de Governador Valadares (MG), terra natal de dezenas de milhares de brasileiros que moram nos Estados Unidos, o estudante de arquitetura Fernando Henrique Rodrigues diz ter a impressão de que hoje é mais fácil migrar para o Canadá do que para os Estados Unidos.
Ele diz ter parentes que moram nos Estados Unidos e lhe aconselharam a não se mudar para o país até que se conheçam os efeitos das novas políticas anunciadas por Trump.
Fernando e GabrielaDireito de imagemARQUIVO PESSOAL
Image captionEstudante de arquitetura Fernando Henrique Rodrigues acredita que hoje em dia será mais fácil migrar para o Canadá do que para os EUA
Na primeira semana como presidente, o americano ordenou a construção de um muro na fronteira com o México e a suspensão de verbas federais a cidades e Estados que se recusem a cooperar com a deportação de imigrantes. Trump também impôs restrições à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e proibiu a recepção de refugiados sírios.
As ações contrastam com a postura do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que abriu as portas do país a cerca de 40 mil refugiados sírios desde que assumiu o cargo, no fim de 2015. No mesmo período, os Estados Unidos acolheram por volta de 13 mil sírios.
Após os anúncios de Trump e em clara resposta ao americano, Trudeau escreveu no Twitter que o Canadá daria as boas vindas "aos que fogem da perseguição, terror e guerra", e que os refugiados seriam acolhidos "independentemente de sua fé".

Visto de estudante

Rodrigues, de 22 anos, pretende pedir um visto de estudante para terminar a graduação no Canadá, o que aumentaria as chances de conseguir uma permissão de residência. Ele planeja migrar com a esposa, Gabriela, que cursa fisioterapia.
Mudar-se para o Canadá com um visto de estudante é um caminho usado por muitos brasileiros para se regularizar no país, diz Alexandre Luis Pedrosa, que fundou a agência Infovistos para assessorar aspirantes a migrantes.
Segundo Pedrosa, após a vitória de Trump houve um aumento de mais de 50% nas consultas sobre formas de se mudar para o Canadá, enquanto as demandas sobre os EUA quase desapareceram.
Donald TrumpDireito de imagemREUTERS
Image captionIncertezas na política migratória dos EUA podem levar brasileiros a outro alvo: o Canadá
Ele diz que há dois caminhos principais usados por brasileiros que migraram para o Canadá - e que, segundo estimativa do Itamaraty, somam hoje cerca de 36,6 mil pessoas (o número não leva em conta residentes temporários que pleiteiam o status definitivo).
O primeiro é se cadastrar no programa federal de seleção de imigrantes, que avalia os requerentes por um sistema de pontos. Duas vezes por mês, os melhores colocados da lista são convidados a se mudar para o país como residentes.
As 10 províncias canadenses também mantêm sistemas próprios de seleção, que visam suprir as necessidades locais de mão de obra.
Pedrosa afirma que é dada preferência a profissionais altamente qualificados, que dominem inglês ou francês (as línguas oficiais canadenses) e que já tenham ofertas de emprego no país.
Para os demais, que são a maioria, a alternativa mais comum é pedir um visto de estudante para realizar algum curso de pós-graduação. Os estudantes podem trabalhar meio período e, ao concluir o curso, ganham pontos para solicitar a residência definitiva. Os cônjuges dos estudantes também podem trabalhar durante a temporada.
Ainda assim, o governo canadense costuma exigir que as famílias comprovem ter recursos para custear os estudos e a permanência, o que acaba filtrando os pedidos e favorecendo quem tem mais dinheiro. Segundo a assessora Maria João Guimarães, os gastos de um casal com estudos e despesas do dia a dia giram em torno de 45 mil dólares canadenses ao ano, ou cerca de R$ 107 mil.
Guimarães, que desde 1994 assessora brasileiros que desejam migrar para o Canadá, afirma que seus serviços vêm sendo bastante requisitados desde a reeleição de Dilma Rousseff, no fim de 2014, e o agravamento da crise econômica no Brasil.
Justin TrudeauDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPrimeiro-ministro canadense Justin Trudeau já afirmou que país está aberto para receber imigrantes
Ela afirma que muitas pessoas que a procuram não têm o sonho de migrar para o Canadá, mas optam pelo país porque outras nações - como os EUA - adotam políticas migratórias ainda mais restritivas.
"Muitos são pessoas que perderam o emprego no Brasil e estão meio perdidas. Por ser um país seguro e de primeiro mundo, o Canadá é visto como uma aposta menos arriscada", diz Guimarães.
A assessora diz que entre os brasileiros que buscam o Canadá também há migrantes que viviam nos Estados Unidos, voltaram ao Brasil e não conseguiram retornar aos EUA por terem ficado irregulares ou terem tido problemas com a Justiça americana.
Esses, segundo ela, optam pelo Canadá por considerá-lo um país culturalmente parecido com os EUA e onde podem levar um estilo de vida semelhante ao que tinham na nação vizinha.
Ela afirma, no entanto, que o governo canadende é rigoroso ao analisar os pedidos de residência, e que brasileiros com menos escolaridade devem buscar regiões menos badaladas para terem alguma chance.
Antes, diz Guimarães, brasileiros só queriam migrar para Montreal, Québec, Toronto e Ottawa, as maiores cidades canadenses.
Hoje, ela diz que vários buscam London, Edmonton e Winnipeg, que são menos disputadas mas têm invernos muito rigorosos (as duas últimas costumam ficar cobertas de neve por mais de quatro meses ao ano e registrar temperaturas de até 40 graus negativos).

Saúde gratuita e qualidade de vida

Em alguns casos, os aspirantes a migrantes planejam a mudança para o Canadá com anos de antecedência. Aluno de engenharia civil na Universidade Federal do Ceará, Moisés Gomes de Holanda, 22 anos, já começou os preparativos para se mudar para o Canadá daqui a cinco anos, após se graduar e concluir um mestrado.
MoisesDireito de imagemARQUIVO PESSOAL
Image captionMoisés Gomes de Holanda acredita que o Canadá oferece melhores serviços públicos que os EUA
Holanda, que morou em Washington como bolsista do programa Ciência sem Fronteiras, diz que também considerou migrar para os EUA, mas se decidiu pelo Canadá por acreditar que o país oferece melhores serviços públicos, como acesso gratuito à saúde.
"Quem considera a falta de qualidade de vida e a insegurança econômica do Brasil busca a oportunidade de ir a outros países. Dentre eles, o Canadá é hoje a melhor opção", afirma.