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quarta-feira, 29 de março de 2017

Estresse: Causas e Prevenção

Estresse: Causas e Prevenção

O estresse é uma reação a diversos estímulos físicos, mentais ou emocionais. Certas situações fazem o nível de tensão ficar muito elevado ou prolongado.  
 


O estresse pode constituir um desafio estimulante. Apesar de algumas pessoas apresentarem bom desempenho sob estresse, a maioria consegue suportar situações de tensão só até certo ponto, a partir do qual podem começar a ter problemas físicos.
Os níveis dos hormônios do estresse caem, normalmente, logo que o estresse passa e podemos relaxar. Mas esses níveis podem continuar altos se a situação causadora de estresse se mantiver ou surgir com frequência, ou se em geral reagimos intensamente a qualquer tipo de estresse, ainda que de menor importância.
Cerca de 75% das doenças estão relacionadas com o estresse. Entre elas estão hipertensão, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (derrames), depressão, ansiedade, síndromes da fadiga crônica e do cólon irritável, distúrbios digestivos, obesidade, enxaquecas e alguns problemas respiratórios.
Longos períodos sob estresse perturbam o sistema imunológico, tornando-nos mais propensos a infecções, câncer e doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca células do organismo. São exemplos a artrite reumatoide, o lúpus, as doenças da tireoide e certos tipos de anemia e de problemas de fertilidade. Fumar, comer demais e outras formas de dependência estão muitas vezes relacionados com o estresse.

Causas do estresse

São causas comuns de estresse prolongado:
  • Morte de pessoa muito chegada
  • Problemas nas relações afetivas
  • Preocupações monetárias
  • Desemprego
  • Má gestão do tempo
  • Descanso e lazer insuficientes
  • Tédio
  • Doença

Prevenção para o estresse

Nem sempre é possível evitar as situações que causam estresse, mas podemos alterar as nossas reações aos estímulos. Aprendendo estratégias de controle do estresse, podemos tentar utilizá-las quando necessário.
Isso permite que os níveis de hormônios do estresse baixem e ajuda-nos a enfrentar sem muita angústia o que a vida vai trazendo. Muitos fatores influem na nossa resposta ao estresse, como idade, sexo, educação, experiência, personalidade, expectativas e saúde.
 

Histórias de Deus

Histórias de Deus


Pura coincidência, imaginação ou apenas necessidade de acreditar? Pessoas comuns descrevem experiências extraordinárias em que, às vezes contrariando a lógica, sentiram a mão do Divino

“Senhor, por favor, me dê as palavras certas!”
MARIAN BROWN, taquígrafa de tribunal
Eu e meu marido, Steve, morávamos com nossos dois filhos no condado de San Diego, na Califórnia. Em 2003, nossa casa foi a primeira a pegar fogo no chamado “Cedar Fire”, que deu início a um dos maiores incêndios florestais da história dos EUA. Os vários focos consumiram mais de 28 mil hectares, destruindo a vida selvagem e 3.710 lares e tirando 24 vidas humanas.
Vários dias se passaram depois da desocupação até que pudéssemos voltar às ruínas da nossa casa. Um grupo de 20 amigos mais íntimos passou a manhã toda vasculhando as cinzas com pás para ver se havia algo a resgatar antes que limpassem o terreno para a reconstrução. Mas não restara absolutamente nada.
Ainda naquela manhã, decidi levar nossos filhos até lá. Sabia que precisavam ver o lugar com os próprios olhos para começar o processo de superação. Evan, o mais velho, tinha 13 anos na época e foi muito estoico. Mas o caçula, Erik, 10 anos, partiu meu coração ao caminhar pelas cinzas em silêncio, limpando as lágrimas.
Eu não soube o que dizer nem fazer quando meus filhos me olharam suplicantes, mas sabia que a minha reação seria fundamental para a maneira como os dois reagiriam ao desastre. Comecei a rezar ali: Senhor, por favor, me ajude. Me dê as palavras certas. O que digo aos meus filhos, que perderam o único lar que conheceram, perderam tudo o que tinham no mundo?
Nesse mesmo instante, Erik gritou:
– Ei, gente, vocês não viram isso! Tem um livro ali.
Nossos amigos duvidaram:
– Impossível. Ficamos mais de quatro horas revirando as cinzas e não sobrou nada, muito menos algo de papel.
Mas ele insistiu, e finalmente todos fomos até onde sobressaíam os restos de um livro.
Erik se abaixou e pegou-o, mas, ao fazê-lo, as camadas de páginas se desfizeram, desintegrando-se em suas mãos. Todos balançaram a cabeça e começaram a se afastar. Foi quando alguém disse:
– Sinto muito, querido. Só restaram cinzas.
– Não, esperem. Vejam – disse Erik, estendendo o braço.
Ali, na palma de sua mão, estava um pedacinho fragilíssimo de cinza. Nele, havia a imagem de uma família de mãos dadas e as palavras: “veja o lado positivo das coisas”.
“Adoraria ver a cara desse menininho”
PAUL HAMMOND, administrador de redes
Já há alguns anos eu e minha mulher mandávamos caixas de sapato cheias de presentes para a Operação Natal Criança, projeto que envia presentes para crianças necessitadas.
Certo ano, fizemos uma caixa muito legal para um menininho. Quando terminamos de embalar tudo, olhei para minha mulher e disse: “Adoraria ver a cara dele quando abrisse a caixa.”
No ano seguinte, estávamos nos preparando para montar outro pacote e, por acaso, pegamos uma publicação da Operação Natal Criança. Minha mulher começou a ler e me chamou para ver uma coisa. No pé da página três, via-se a foto de um menininho abraçado ao ursinho de pelúcia que acabara de ganhar de presente de Natal.
E, imaginem só, ao examinar com mais atenção a caixa diante dele, vimos todos os lindos itens (e o papel de presente) que tínhamos escolhido no ano anterior, inclusive o urso, bem fácil de reconhecer. Era a nossa caixa!
“Um mar de cacos de vidro”
PATRICIA FRUTTAURO, joalheira
Meu filho deu um churrasco para a família no jardim da casa. Quando entrei na sala, ele disse: “Cuidado com o espelho.” Era uma peça comprida que fora encomendada para cobrir toda a parede do corredor, a fim de dar a impressão de amplitude ao ambiente. Era enorme. Explicaram que o espelho fora entregue na véspera e que ficaria encostado na parede até ser instalado.
Era um dia muito quente de sol, e Eleanor, minha neta de 2 anos, usava uma blusinha sem mangas e calça de algodão para brincar no jardim perto de nós. Só percebemos que ela entrara em casa quando ouvimos o som horrível de vidro quebrando e os gritos de Eleanor.
Minha filha e eu fomos as primeiras a chegar lá. Eleanor estava em pé no meio de um mar de cacos de vidro. Nós a pegamos no colo e a despimos, para ver se estava machucada. Não havia sequer um arranhão. Mas, quando voltamos ao corredor, a passagem cheia de cacos, encontramos um dos cachos louros de Eleanor bem no meio de todo aquele vidro. Um dos cacos conseguira cortar um cacho do cabelo ao cair em volta dela.
Acredito que há uma força superior. Para mim, naquele dia, Deus estendeu a mão e protegeu Eleanor.
“Deus realmente me salvou”
STEPHEN WOOD, empresário
Em 28 de outubro de 1991, decidi pular de parapente, de uma elevação de 90 metros de altura. Mas, assim que pulei, percebi que não ajustara o equipamento, e estava totalmente dessincronizado. Girei na direção do morro, corrigi-me, e nisso a corrente de ar ascendente me pegou. Estava, então, 200 metros acima de onde começara. Uma forte turbulência desinflou o parapente. Como um saco de batatas, caí. Acabei com minhas costas, mas sobrevivi.
Quando saí da UTI, os médicos disseram que minha coluna teria de ser remontada com placas e parafusos. Uma vértebra se quebrara e duas estavam fraturadas. A operação seria dali a três dias.
Na manhã da véspera da operação, acordei e vi um médico em pé ao lado da cama. Ele me recomendou que não me submetesse à cirurgia, que ficasse de cama e deixasse a coluna sarar naturalmente. Continuou, contando que um paciente seu sofrera lesão parecida com a minha num acidente de paraquedas, mantivera-se deitado e imóvel durante oito semanas, e dera tudo certo. Quando lhe agradeci, ele desapareceu: evaporou diante de mim. Mas era tão real quanto qualquer outra pessoa!
Dali a cinco minutos uma enfermeira entrou no quarto e contei-lhe o que acontecera. Ela me aconselhou a fazer o que ele recomendara e avisou-me que não contasse a ninguém a experiência.
Mais tarde naquela manhã, me levaram para fazer uma ressonância magnética do corpo inteiro e reconheci o médico num retrato em tamanho natural na parede do corredor. Quando voltei, falei com a enfermeira.
O homem era sir George Bedbrook, cirurgião muito admirado e respeitado. Sua especialidade era o tratamento da coluna com métodos naturais, sem cirurgia. A enfermeira então me contou que ele morrera naquele ano.
Foi um dia difícil. Tive de dizer ao cirurgião, à minha mulher e aos meus pais que ia ficar ali deitado e deixar que a coluna sarasse por si só. O cirurgião explicou que a lesão era grave demais para essa opção. Minha mulher e meus pais ficaram com a tarefa de me convencer a concordar com a operação.
Pois bem: não me submeti à cirurgia, e hoje, 15 anos depois, gozo de perfeita saúde e tenho uma empresa que me exige muito fisicamente.
Nunca esqueci aquela visita, que foi um ato de intervenção divina. Considero-me a pessoa mais sortuda do mundo!
“Não acredito em coincidência”
EARL BRECHLIN, jornalista
Aconteceu em julho de 2002. Eu voltava de carro para casa, em Bar Harbor, no Maine, vindo da livraria onde lançara meu livro de cartões-postais, Bygone Bar Harbor (Bar Harbor no passado). Pensava no casamento iminente e lamentei não poder compartilhar aquele momento com alguns parentes queridos que já tinham partido. Comecei a pensar em “Baba”, minha avó Barbara Brechlin. Recebi o nome de Earl por causa do marido dela, que morreu pouco antes de eu nascer.
Não conheci o meu avô, mas sempre o tive presente, não só por ter recebido o nome dele mas também por ser o guardião de um símbolo valioso do seu amor. Pouco antes de Baba morrer, ela me deu o anel de brilhante que Earl lhe oferecera como aliança de noivado em 1929, em Meriden, no estado de Connecticut. Não deve ter sido fácil para minha avó dar algo que guardara com tanto carinho por mais de 50 anos, mas ela queria que eu ficasse com o anel para dá-lo à mulher com quem me casasse. Guardei-o em segurança durante 15 anos até pedir Roxie em casamento.
Ao chegar da livraria, comecei a procurar um cartão-postal que um amigo me pedira entre os milhares que eu tinha guardados. Os cartões estavam em pastas, dentro de guardas plásticas, dois em cada uma, com as frentes expostas. Em todas as pastas onde olhei, só numa guarda faltava um cartão.
Embora eu raramente preste atenção ao verso dos cartões-postais, meu olhar se deteve naquele. Fitei-o, sem compreender o que via. Era um cartão de Bar Harbor, no Maine, endereçado à Sra. Earl Brechlin, Colony Street, Meriden, Connecticut. A data do carimbo era julho de 1956.
Até então, eu não percebera que possuía um cartão que Baba já tivera em mãos: um cartão entregue na casa onde eu morara fazia uns 46 anos, mandado de um lugar que eu acabaria chamando de lar. E havia a data. Fora escrito em 11 de julho, dia em que eu e minha noiva Roxie saímos pela primeira vez em Bar Harbor. E como um cartão-postal mandado de Bar Harbor, escrito para a minha avó num dia específico 46 anos antes, acabara nas mãos de um comerciante que o vendeu por acaso a mim numa feira de antiguidades em Connecticut? E como é que só dali a dois anos fui descobrir isso, poucos minutos depois de pensar na mulher que me deu seu objeto mais precioso para ser usado pela minha noiva dentro de alguns dias? Será que foi apenas coincidência? Eu não apostaria nisso.

“Rezei a Deus para que mandasse um anjo da guarda cuidar dele”
ANGIE BUTLER, gerente administrativa
 
Sempre acreditei em Deus, mas em fevereiro de 1997 tive confirmação de que os milagres acontecem.
 
Meu pai tinha 47 anos na época e sofrera um acidente vascular cerebral. Entrou em coma e assim ficou por três semanas. Quando acordou, não conseguia falar e não respondia às perguntas.
 
O médico se reuniu comigo e com minha mãe e recomendou-nos que procurássemos um “lar” para ele. Disse que havia pouquíssima possibilidade de o meu pai não virar um “vegetal”. Quando tentei protestar e questionar, o médico pediu desculpas e disse que não havia mesmo nada que pudesse fazer.
 
Nesse período tão sofrido, rezei o tempo todo. Estava no limite das minhas forças, achando que perdera meu pai e que ele nunca conheceria o primeiro neto – que eu esperava.
 
Deixei o hospital tonta. Rezei mais do que nunca naquela noite. Rezei especificamente para que Deus mandasse um anjo da guarda cuidar do meu pai. Rezei tanto que, quando
acordei no meio da noite para ir ao banheiro, continuava a rezar, inconscientemente.
 
Depois do trabalho, no dia seguinte, fiz a viagem de uma hora até o hospital para ver meu pai. Ainda rezava quando entrei no quarto dele. O que vi não só me impediu de seguir rezando como também fez com que eu parasse de respirar. Lá, na prancheta acima do ombro esquerdo do meu pai, havia a imagem de um anjinho dourado. Imediatamente, caí em lágrimas, e nisso meu pai abriu os olhos e me fitou. Fiquei tão cheia de alegria que achei que ia explodir! Então, dando-lhe um abraço, revelei que sabia que tudo ficaria bem. E, pela primeira vez, ele sorriu.
 
Soube naquele instante que Deus era real e atendia às nossas orações.
 
Naquela noite, quando cheguei em casa, conversei com a irmã do meu pai ao telefone. Contei-lhe a história das minhas orações, do anjo da guarda e de papai sorrindo para mim. Ela começou a soluçar. Perguntei-lhe qual o problema. Será que não entendia o que eu estava dizendo? Ele ia ficar bem. Minha tia então me contou que, quando fora ao hospital
naquela manhã, sentira uma vontade fortíssima de ir à loja de presentes. Disse que fora direto até o balcão e pegara um broche de anjo que estava ali. Sentiu-se compelida a levar aquele broche para o meu pai. Ela o comprou, voltou ao quarto dele e o pôs na prancheta. Nesse ponto da história, nós duas estávamos chorando.
 
Meses depois, meu pai saiu do hospital e pôde pegar no colo a primeira neta, no dia em que nasceu. Com a fisioterapia, reaprendeu a andar, falar e até dirigir. Teve uma recuperação quase completa e viveu mais oito anos.
 
“Dez por cento de chance de sobrevivência”
SARAH GREGSON, mãe
 
Meu bebê estava nove dias atrasado. Eu queria um parto natural e fora informada de que havia um hospital com salas de parto preparadas para isso. A política da instituição, caso o bebê estivesse atrasado, era internar a mãe antes e fazer uma ultrassonografia de rotina para verificar a placenta. Meu obstetra não estaria lá, mas eu me achava confiante, certa de que tudo estava bem.
 
Cheguei ao hospital, onde fizeram a ultrassonografia para ver se a placenta aguentaria o parto normal. Então, a técnica resolveu verificar o estado do bebê. Esse segundo exame não era prática comum, porém ela quis fazê-lo porque ainda não me conhecia.
 
Na segunda ultrassonografia, descobriu que havia um problema no coração do bebê. Chamaram uma equipe de especialistas para ficar de plantão. Induziram o parto, e minha filha Julia chegou três horas depois. Foi levada imediatamente para a unidade neonatal, onde o cardiologista do hospital pediátrico vizinho a avaliou e ordenou que fosse transferida para a sua unidade.
 
O cirurgião nos chamou à sala dele para dar a notícia. Disse que o estado de Julia era grave. Precisaria de uma operação de peito aberto, para fazer uma valvotomia, e, dada a natureza gravíssima do problema, mais a complicação do ventrículo esquerdo lesionado, minha filha só tinha 10% de chance de sobrevivência.
 
Ficamos arrasados. Alguém nos perguntou se queríamos batizá-la antes da operação e concordamos. Dali a algumas horas, havia um imenso círculo de orações, do Reino Unido aos Estados Unidos e por toda a Austrália. Rezamos quando as portas da sala de operação se fecharam e posso dizer com sinceridade que me senti envolta em amor e paz quando entreguei minha filha a Deus e à equipe cirúrgica.
 
A operação teve bom resultado, mas o cirurgião nos disse que cabia a Julia e ao “homem lá de cima” a sobrevivência dela.
 
Doze horas depois, Julia estava sã e salva, e a equipe de tratamento intensivo nos revelou que nunca tinham visto recuperação cardíaca tão milagrosa. Acredito que desde o princípio Deus pôs a mão sobre minha filha, já quando me forçou a ir àquele hospital, em vez de procurar o outro que ficava mais perto.
 
Se a técnica não tivesse verificado o coração de Julia, a equipe de cirurgiões cardíacos não estaria a postos para ajudá-la. Várias circunstâncias contribuíram para que a equipe médica estivesse ao lado de minha filha na hora certa. Todos os dias agradeço a Deus o que ele fez por Julia.


A cidade de Peixoto de Azevedo - garimpo de ouro na década de 70/80

A cidade de Peixoto de Azevedo - garimpo de ouro na década de 70/80
A cidade de Peixoto de Azevedo tem uma população estimada em 2014 de 32.464 habitantes, sendo sua área territorial de 14.257,800 (km²). Fica distante da capital Cuiabá 698 km.
A célebre corrida em busca do ouro na década de 70 foi o início da história de Peixoto de Azevedo. O nome do município denominou-se do Rio que banha seu território, que por sua vez, recebeu o nome em homenagem ao tenente de milícias Antônio Peixoto de Azevedo, que no ano de 1819, comandou uma expedição que deu nome ao rios Arinos, Teles Pires e Rio Sangue.
No ano de 1979, grandes quantias de ouro são descobertos no local e a notícia se espalha tão rapidamente que chegam ao território, milhares de pessoas de diversas regiões, principalmente do Norte e Nordeste, em busca do enriquecimento rápido, do lendário "bamburro", provocando uma "corrida do ouro". Também muitos colonos recém-chegados dos Estados do Sul, trazidos pelas colonizações públicas ou privadas, para os projetos de assentamentos agrícolas, tornaram-se garimpeiros.
Nasceu um povoado no local onde hoje é a Rua do Comércio, expandiu-se e formou um grande aglomerado urbano, possibilitando elevar o povoado à condição de distrito, vinculado ao município de Colíder, na data de 16 de Dezembro de 1981 através da Lei nº 4389. A instalação oficial do Distrito somente aconteceu , na data de 15 de Fevereiro de 1982. Sua emancipação político e administrativo ocorreu no dia 13 de Maio de 1986 através da Lei nº 4.999. A implantação do Município ocorreu no dia 1º de Janeiro de 1987.
Sua economia. O ouro, longe do que era na década de 80, ainda responde com uma parcela significativa no giro financeiro da cidade. A cada ano aumenta a área cultivada e o número de pessoas que passam a investir no campo. A pecuária também tem participação importante no contexto econômico peixotense. Hoje o comércio local é composto por centenas de estabelecimentos que oferecem praticamente de tudo. A criação de frangos, a pesca, a produção de farinha, criação de codornas, as pequenas indústrias artesanais e as fábricas de móveis são outras áreas importantes de sua economia.




Mapa de localização do município de Peixoto de Azevedo.

Agencia do INSS na cidade de Peixoto de Azevedo.

Garimpo de ouro no municipio de Peixoto de Azevedo

Gemas de ouro bruto extraído das minas e garimpos no município de Peixoto de Azevedo.

Dança dos índios Kaiapó da aldeia Metuktire, região de Peixoto de Azevedo, em comemoraram o dia do índio, sábado, 19 de abril. Foto: Ednilson Aguiar.

Pedra de US$ 170 milhões é encontrada em Myanmar

Pedra de US$ 170 milhões é encontrada em Myanmar

              
 (Foto: United States Environmental Protection Agency (Reprodução)
Em Myanmar, mineiros desenterraram uma jade gigante de 175 toneladas. O valor da pedra foi estimado em US$ 170 milhões (cerca de R$ 539 milhões).
Segundo a BBC, a pedra verde mede 4,3 metros de altura e 5,8 metros de largura. Ela foi descoberta em uma mina no estado de Kachin, no norte do país.
Pelo menos 70% das pedras jade costumam vir de Myanmar e representam metade do Produto Interno Bruto (PIB) do local. Assim como a maioria das pedras encontradas no país, essa rara descoberta também deve ser enviada à China para a fabricação de jóias e esculturas.
Um político local, U Soe Tint, disse ao jornal The Independent que essa peça de jade era do tamanho de duas pequenas casas. “Acredito que seja um presente aos nossos cidadãos e ao governo”, declarou. “É um ótimo sinal para todos nós.”
Apesar da notícia, a indústria de jade em Myanmar tem sido acusada por negligência ambiental. Um estudo divulgado em 2015 pela Global Witness revelou que US$ 31 bilhões dos lucros em extração de jade têm sido desviados para membros de elite do exército e chefes do tráfico de drogas.
“Esse pode ser o maior assalto a um recurso natural da história moderna”, acusou o estudo. Em resposta, o governo recentemente eleito — o primeiro governo civil eleito democraticamente desde 1962 no país — anunciou reformas em agosto para combater a corrupção e abuso dessa indústria.

Fabio Schvartsman, um CEO com prazo de validade à frente da Vale?

Fabio Schvartsman, um CEO com prazo de validade à frente da Vale?


No dia 24 de fevereiro, quando comentou os resultados anuais da mineradora Vale, Murilo Ferreira afirmou que a idade foi um dos motivos que o levou a deixar a presidência da companhia. “Temos como visão que devemos ter limite de idade de 65 anos [para a diretoria]. Vou fazer 64 anos agora em junho e 65 no ano que vem”. Ferreira anunciou que deixaria o cargo em maio. Como era de se esperar, as semanas seguintes foram repletas de insinuações sobre seu substituto. A decisão, tomada com base numa lista elaborada pela empresa de recrutamento Spencer Stuart, foi bem técnica.
Para seu lugar foi anunciada nesta segunda-feira a escolha de Fabio Schvartsman, presidente da fabricante de celulose Klabin. O escolhido trabalhou por 22 anos no Grupo Ultra, passou pelo GP e assumiu o comando da Klabin em 2011. Em sua gestão, o faturamento da companhia dobrou, para 7,1 bilhão de reais. Schvartsman é tido como mais duro e direto do que Ferreira, o que deve marcar uma mudança no dia-a-dia da companhia.
Mas o que tem levantado dúvidas no mercado é outra questão. Ferreira, de saída, tem 63 anos. Schvartsman, que assumirá em pouco mais de um mês, também. A regra dos 65 anos de idade limite não está escrita no estatuto da Vale, mas, se o bom senso predominar, o novo presidente terá vida curta na companhia. Qual a lógica?
Embora os mandatos de presidente da Vale durem apenas dois anos, é comum que os executivos fiquem mais tempo na cadeira. Ferreira ficou seis anos. Seu antecessor, Roger Agnelli, dez. É natural que assim seja na indústria de minérios, onde os ciclos são longos e os projetos demoram muito a sair do papel. O S11D, maior projeto de minério da história da companhia, no Pará, começou a ser estudado em 2000, e só saiu do papel em 2012. A licença de operação saiu em dezembro do ano passado. Foi o grande projeto de Murilo Ferreira. “O mercado de mineração não é de longo, mas de longuíssimo prazo”, diz José Renato Lima, professor da USP e especialista em mineração.
As circunstâncias levaram analistas, consultores e investidores a concluir que o novo presidente deve de fato chegar à Vale para uma passagem curta. Segundo o relatório do banco BTG Pactual, a escolha tem a vantagem de minimizar “as preocupações dos investidores em relação à interferência política”. “Ele não é um político, mas é uma pessoa muito bem relacionada. É um nome técnico, que vem para arrumar a casa”, diz outro analista.
O maior desafio de Schvartsman deve ser mesmo conduzir a reorganização societária anunciada pela Vale em fevereiro, que prevê a unificação das ações num único grupo de ordinárias e a listagem da companhia no mais alto segmento de governança da BM&FBovespa, o Novo Mercado. No fim do processo, em 2020, a Vale será uma empresa sem controle definido – e com menos influência do governo.
“A Vale precisa, neste momento, de um presidente de cabelos brancos”, diz Marco Saravalle, analista da XP Investimentos. Para concluir a reestruturação é preciso garantir que os acionistas preferenciais aceitem mudar seus papéis. “A Vale precisa de um nome que consiga dialogar com os acionistas e consiga convencê-los do valor da mudança”, afirma Saravalle.
No comando da Klabin, Schvartsman conduziu a companhia para o nível 2 de governança da BM&FBovespa e emitiu ações para o financiamento do Projeto Puma, em Ortigueira (PR), o maior já realizado pela companhia, com 8,5 bilhões de reais de orçamento.
Ao mesmo tempo Schvartsman também tem bagagem no mercado global de commodities. China e Europa são os principais consumidores de celulose. No ano passado, o preço da celulose enfrentou turbulências parecidas com o preço do minério de ferro nos últimos anos. A inauguração de grandes fábricas de celulose e a desaceleração da demanda na China colocaram a comodity em seu menor patamar em 20 anos.
Joga a favor de Schvartsman também o fato de pegar a empresa num momento relativamente tranquilo para o minério, o que permite que o foco esteja nas questões internas. Depois de chegar a 180 dólares em 2011, o preço do minério caiu para baixo dos 50 dólares no fim de 2015, mas voltou para 80 dólares no início deste ano. A subida, aliada a um forte programa de vendas de ativos e cortes de custos ajudou a Vale a fechar 2016 no azul. A receita aumentou 21% em 2016, totalizando 94,6 bilhões de reais, com isso a companhia saiu de um prejuízo de 44,2 bilhões de reais em 2015 para um lucro de 13,3 bilhões em 2016.
A grande questão é se dois anos são suficientes para as mudanças societárias numa empresa do porte da Vale. “Criar uma corporação não é só pulverizar o capital na bolsa. Essa é a parte fácil”, diz a consultora Betania Tanure. “O mais difícil é mudar a cultura, e, para isso, dois anos pode ser pouco tempo até para companhias muito menos complexas”.
Outra dúvida que se impõe é o que Schvarstman conseguirá fazer em relação à Samarco, mineradora controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton, parada desde o rompimento da barragem em Mariana (MG), em novembro de 2015. A previsão mais otimista é que a operação seja retomada apenas em 2018. Todos os custos da companhia são pagos com um aporte de 230 milhões de dólares que a Vale e a BHP fizeram no fim de 2016. O problema é que este dinheiro deve durar apenas até junho.
Se conseguir desatar os vários nós da Vale, e ainda dar um jeito na Samarco, Schvarstman ganha força para continuar para além de 2019. Neste caso, o limite de idade cobrado por Ferreira pode ficar em segundo plano frente a satisfação dos acionistas.
Fonte: Exame

Preços do minério de ferro e aço sobem na China

Preços do minério de ferro e aço sobem na China


Os contratos futuros do aço e do minério de ferro saltaram mais de 3 por cento nesta quarta-feira no mercado chinês, afastando-se de mínimas de várias semanas registradas nesta semana, embora operadores não descartem novos declínios nas cotações em um cenário de oferta maior que a demanda. O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 3,2 por cento, a 3.169 iuanes (460 dólares) por tonelada, perto da máxima da sessão, de 3.177 iuanes.
O vergalhão, usado na construção civil, atingiu 3.003 iuanes na segunda-feira, menor valor desde 10 de fevereiro. Já o minério de ferro na bolsa de Dalian subiu 3,5 por cento, encerrando a 571 iuanes por tonelada. Na segunda-feira, o contrato tocou a mínima desde 10 de janeiro, a 541 iuanes. No mercado físico, o minério subiu 0,3 por cento, negociado a 82,25 dólares por tonelada no porto de Qingdao, segundo o Metal Bulletin.
Fonte: Exame

Análise Fundamentalista- AÇÕES

Análise Fundamentalista- AÇÕES

A análise fundamentalista é um importante instrumento utilizado para a análise de investimento em ações. O princípio desta análise está baseado na avaliação quantitativa da empresa. O analista fundamentalista busca estudar a situação financeira, econômica e mercadológica de uma empresa e suas expectativas e projeções para o futuro. Pode-se conceituar a análise fundamentalista como o estudo de toda a informação disponível no mercado sobre determinada empresa, com a finalidade de obter o preço justo da companhia.
O objetivo principal desta analise é avaliar o comportamento da empresa com vista em determinar o valor intrínseco da ação. Os principais subsídios deste critério de analise são os demonstrativos financeiros da empresa e os diversos dados e informações referentes ao setor econômico de atividade, ao mercado acionário e a conjuntura econômica. Em contraposição da análise técnica, a análise fundamentalista não se baseia no estudo das cotações de bolsa e os seus movimentos, mas sim nos fundamentos econômicos no qual a empresa está inserida. A análise fundamentalista interpreta dados fundamentais de uma empresa obtidos através dos principais demonstrativos financeiros como: balanço patrimonial, demonstrativo de resultado, fluxo de caixa, demonstração de origens e aplicações de recursos, etc. A justificativa para o uso desse tipo de análise é antecipar o comportamento futuro de uma determinada empresa no mercado.

Definição

Avaliação técnica de fundamentos econômicos das companhias de capital aberto e do desempenho de suas ações no mercado de capitais. Projeção do comportamento de preços de ações a partir do estudo de características particulares de cada empresa. Utiliza-se das demonstrações financeiras divulgadas pela empresa assim como de informações setoriais e macro econômicas para fundamentar recomendações sobre quais papéis devem ser comprados ou vendidos. Metodologia para determinação do valor econômico de empresas e de projetos.

Principais DefiniçõesPrincipais Indicadores
AçãoComposição do Endividamento
Ativo CirculanteÍndice Preço/Lucro
Passivo CirculanteLiquidez Corrente
Realizável a Longo PrazoLiquidez Geral
Exigível a Longo PrazoMargem Líquida
Lucro LíquidoMargem Operacional
Receita LíquidaPay-out
Lucro OperacionalRentabilidade do Ativo
ProventosRentabilidade do Patrimônio Líquido
Ativo TotalValor Nominal
Passivo TotalValor Patrimonial
Patrimônio LíquidoValor Unitário da Ação
Capital SocialDividend Yield
Ações em CirculaçãoLucro por Ação
 Preço Justo
 Margem de Segurança

Iniciando na Bolsa de Valores

Iniciando na Bolsa de Valores

Em primeiro lugar, gostaríamos de lhe dar sinceros parabéns pela escolha de estudar assuntos voltados ao mercado financeiro.
Não dependendo dos seus objetivos, a primeira regra é estudar e discutir muito sobre as várias modalidades de investimentos voltados a bolsa de valores e não se preocupe em estudar "demais".
segunda regra é colocar em prática tudo que aprendeu, pois do contrário, os seus estudos não farão sentido. Então não tenha medo de tomar os primeiros passos, comece com um capital pequeno, um capital que você realmente possa arriscar, e você verá após isto o quanto ainda terá que estudar.

Direto ao que interessa: quanto custa?

Esta talvez seja a primeira dúvida ou o primeiro detalhe que faz o investidor ficar com um pé atrás. Não se preocupe, você não terá escolhas, havendo lucro ou não nas operações, haverá custos!
Mas calma, há vários tipos de serviços e, respectivamente, vários tipos de custos. Será questão de você analisar qual perfil irá assumir no mercado, como por exemplo, comprar e vender ações por conta própria ou então deixar o seu dinheiro na mão de um administrador. Podemos basicamente separar em três grandes grupos os meios que você tem de investir na bolsa de valores: Fundos de investimentoIndividualmente e Clubes de Investimento.

Fundos de investimento

Os Fundos de Investimentos são uma forma fácil e rápida de aplicar o seu capital na bolsa. Através de valores mínimos como R$100,00 ou R$200,00 (dependendo de como for definido o depósito mínimo), você irá adquirir cotas deste fundo de ações em que está aplicando. O valor destas cotas irá aumentar ou diminuir dependendo de como a administração do fundo conseguirá rentabilizar as operações comprando e vendendo ativos na bolsa de valores, protegendo parte do patrimônio em renda fixa, realizando operações em mercados de derivativos ou qualquer outra forma discriminada no prospecto.
Há vários tipos de fundos, como por exemplo, fundos que apenas investem em ações do setor de energia, ou investem apenas em small caps (empresas de pequeno porte). Cada fundo cobrará um percentual pelo serviço, que num geral é chamado de taxa de administração. Esta taxa é cobrada anualmente e encontra-se variações no mercado de 1% a 5% em média.
A vantagem dos fundos é o seu baixo custo, pois não incide corretagem ou emolumentos sobre as operações. Tirando o imposto de renda sobre os lucros, a única taxa que você provavelmente irá pagar é a taxa de administração anual citada anteriormente. A desvantagem dos fundos é sua data de liquidação que poderá chegar em D+5 no resgate, ou seja, sendo anunciado hoje algum processo de recessão mundial e você no mesmo momento solicita o resgate dos valores, eles somente serão resgatados daqui a cinco dias. O mercado poderá cair neste período e o prejuízo será somado nas cotas do fundo até o último dia de liquidação. Veja ao lado uma parte da tabela dos fundos de investimento do Banco do Brasil no dia 24/04/08, onde mostra a rentabilidade diária, o acumulado em um ano, a taxa de administração, entre outras informações.

Individualmente

Você não poderá investir diretamente na Bovespa, comprando ações especificamente de um terceiro ou empresa, onde para isto ser possível, você terá que utilizar um intermediador: a corretora.
A corretora é uma sociedade financeira autorizada e credenciada pela CVM e será ela a responsável por receber as suas ordens de compra ou venda e emiti-las ao mercado. Além disto, a corretora poderá lhe auxiliar nos investimentos através de um gerente de investimentos, corretor, carteiras recomendadas e boletins informativos.
Há duas formas principais para você comprar e vender ativos na bolsa de valores através de uma corretora: Home broker e mesa de operações.
  • Home broker é uma plataforma de negociações online que você poderá abrir em sua casa pelo navegador de internet. Neste sistema, é possível ver a negociação de todos os ativos da Bovespa e acompanhar em tempo real, todas as negociações que estão sendo realizadas. É uma ferramenta muito interessante, até para quem deseja apenas ver como funciona este mercado. Alguns Home brokers ainda trazem funcionalidades como gráficos, que auxiliam na compra e venda de papéis. Sugerimos você criar uma conta em uma corretora (pois não há custos diretos quanto a isto) ou peça a um amigo habilitado a negociar na bolsa de valores para visualizar a tela do Home broker, pois uma vez vendo as negociações sendo realizadas, você começará a entender melhor este mercado. Visualize na direita a tela de um Home broker no dia 25 de Abril de 2008.
  • Na negociação via mesa de operações você realizará ordens através de um corretor (tanto por telefone como ao vivo), que poderá lhe indicar pontos de compra ou venda, sugerir determinados setores e estratégias. Dependendo do seu perfil, seja interessante nos primeiros passos operar através de um corretor. Ele não conseguirá prever o futuro, muito menos acertar 100% das vezes, porém ao longo da sua jornada ele com certeza irá lhe tirar muitas dúvidas. Fica aqui uma dica: opte por uma corretora com um ótimo atendimento acima de tudo, isto fará uma grande diferença nas horas turbulentas do mercado.
Independente de qual forma negociar, Home broker ou via mesa de operações, será incidido corretagem sobre suas operações. Isto significa que, para cada compra e para cada venda, você terá que pagar um determinado valor para realizá-las. Há duas principais modalidades de corretagem: fixa e variável. Na corretagem fixa, não dependerá os valores que você movimentar, podendo ser R$100,00 ou R$500.000,00, você sempre pagará uma taxa fixa pela operação (que em média varia em torno de R$15,00 a R$20,00). Já a corretagem variável será debitada conforme o montante que negociar, onde quanto maior o valor negociado, maior será a corretagem. O padrão de corretagem utilizado é a tabela bovespa onde o valor passará por faixas de corretagem, sendo a cobrança máxima de 0,5% sobre o volume movimentado mais R$25,21. Algumas corretoras trabalham com descontos dependendo do seu perfil.
É consenso do mercado (não necessitando ser regra) que operações realizadas através do Home broker tenham corretagem fixa e operações realizadas através de um corretor via mesa de operações tenham corretagem variável.
Todas as operações são registradas em uma nota de corretagem, que é uma espécie de nota fiscal para operações na bolsa de valores.

Clubes de investimento

Nesta modalidade, você e seus amigos, colegas de trabalho ou qualquer outro grupo formado por pessoas físicas, poderão criar um clube de investimento para juntar um montante maior de capital e investir na bolsa. Para isto ser possível, o grupo deve formalizar o clube através de uma corretora e definir um representante para que transmita as decisões acordadas entre os participantes do grupo. Um clube de investimento poderá trazer várias vantagens, mas não sugerimos que este seja o seu primeiro passo na bolsa de valores. Procure por conta própria investir o seu capital e entender como realmente funciona este mercado para então estar seguro o suficiente a analisar o prospecto de um clube e concluir que ele será vantajoso para sua estratégia de investimento.

Quanto eu vou ganhar?

Isto dependerá de dois principais fatores: sua estratégia e o mercado. Na verdade, poderemos dizer que apenas dependerá da estratégia utilizada, pois mesmo num mercado de queda, você poderá obter lucro.
Caso você não saiba como calcular valores em porcento (%), é uma ótima hora para se aprofundar pois toda comparação de investimento ou estratégia será feita em porcento (ex. 3,5% ou -6,93%), e não em valores absolutos (ex. R$52,30 ou -R$1.093,00). A partir deste momento, é importante também compreender a diferença entre lucro líquido e lucro bruto de uma operação. Muitas vezes uma porcentagem positiva é rentável em parâmetros brutos, porém ao descontar as taxas e custos envolvidos, nota-se que o resultado foi negativo.
Neste tópico, o ponto fundamental é que da mesma forma que você poderá realizar operações com lucro, você também poderá realizar operações com prejuízo. Da mesma forma que dinheiro não nasce em árvore (onde seria tão fácil quanto colher), ganhar dinheiro na bolsa de valores não é uma tarefa fácil, pois se fosse, o sistema não funcionaria. Isto abre margem para um mito de que o seu lucro é resultante do prejuízo de outra pessoa. Isto não é verdade. Bolsa de valores se tornou um complexo inimaginável de estratégias e operações, onde há inúmeras possibilidades para duas pessoas obterem lucro em uma mesma operação.
Segundo a CVM, nenhuma instituição financeira de renda variável poderá determinar quanto o investidor poderá ganhar. Por ser um mercado de alta volatilidade (diferente da renda fixa), não é possível vender ao investidor rentabilidade pré-fixada na bolsa de valores. O que pode ser feito é mostrar rentabilidades passadas e realizar projeções futuras quanto a isto. Mas lembre-se que rentabilidade passada não é garantia para rentabilidade futura. De qualquer forma, a tarefa de se analisar rentabilidades passadas ou movimentos do mercado se torna algo interessante para sabermos exatamente onde estamos pisando.

Posso chegar a dever dinheiro para a bolsa?

Na maioria das negociações realizadas pelo investidor comum, você apenas poderá perder aquilo que investiu pois não há como o valor de uma ação ter um valor negativo. O cenário que poderá acontecer é do investidor comprar uma ação a R$30,00, por exemplo, e após um período ela chegar a um valor de R$0,00. Este cenário é apenas ilustrativo e também relativo; ilustrativo pois mesmo uma empresa falindo, o patrimônio da empresa será dividido entre os os acionistas; relativo pois você só assumira o real prejuízo se vender as ações (enquanto não vender, devido a volatilidade do mercado, a ação poderá a voltar no patamar de R$30,00 ou acima).
Há porém operações em que o investidor poderá perder mais do que aplicou, uma delas chama-se venda descoberta: ao invés de comprar um ativo para depois vendê-lo, a operação inicia-se com uma venda descoberta (vender o que não possui em custódia) esperando por uma queda nas cotações para então finalizar a posição comprando o ativo. Não se preocupe em entender isto no começo do seu aprendizado.

Qual a melhor forma investir na bolsa?

Esta é uma pergunta que você irá responder, analisando os seguintes pontos:
  • Qual o risco que deseja suportar?
  • Qual o prazo para o investimento?
  • Qual o montante está investindo?
  • Qual estratégia irá seguir?
Há uma velha (e verdadeira) informação que diz: quanto maior o risco, maior o retorno. Então caso você esteja procurando altas rentabilidades em pouco tempo, você deverá realizar operações em ativos com alta oscilação. O lado ruim da moeda, é que oscilação é algo bipolar, ou seja, não existe uma ação com alta volatilidade positiva e baixa volatilidade negativa, uma vez tendo uma oscilação alta de valorização, automaticamente se configura uma oscilação alta para desvalorização também.
Muitas pessoas comentam sobre as Blue chips da bolsa de valores, que são empresas de grande porte que apenas se valorizamnunca caem e pode-se investir nelas que não há riscosIsto também é um mito. Toda ação, seja ela de primeira linha, segunda ou terceira linha poderá sofrer altas desvalorizações que, dependendo de sua estratégia, trará sérios prejuízos a sua carteira.
Para exemplificar o quanto a estratégia nestas situações é importante, vamos utilizar a ação preferencial da Petrobras: PETR4. Com ela, simularemos duas situações de compra e venda, que em uma mesma faixa de tempo, resultarão em duas rentabilidades completamente opostas.
Primeira situação
Segunda situação
Temos o investidor começando o ano de 2008 e querendo rentabilizar o seu capital para uma viagem que gostaria de fazer no final de Abril. No primeiro dia de negociação do ano (02 de Janeiro), ele decide comprar ativos da Petrobras. Através de uma ordem no seu Home broker, o investidor compra uma quantidade x do ativo PETR4 ao valor de R$86,44, que era o valor negociado pelo mercado naquele dia. Chegando próximo ao final de abril, o investidor liquida sua posição para realizar sua viagem, ou seja, vende os papéis que havia comprado no começo de Janeiro para algum outro investidor. Exatamente, o investidor vendeu os papéis no dia 20 de Abril. Com isto, ele acumulou um prejuízo de -24,87% em 78 dias.Neste segundo caso, temos um outro investidor mais bem informado e assessorado, que também deseja começar a rentabilizar seu dinheiro em 2008. Porém ao invés de fazer uma compra cega, ele analisou importantes fatores como o valor da ação, a turbulência econômica daquela época e decidiu esperar o mercado realizar. Com isto, foi possível comprar uma quantidade x da ação PETR4 a um valor de R$66,29 no dia 21 de Janeiro. Ao longo dos dias, o investidor nota que a ação chega a uma região em que os preços oferecem resistência para subir. Decide então no dia 13 de Fevereiro vender suas ações pois além de notar a resistência, o seu lucro de +27,22% em apenas 23 dias já é o suficiente.

Resultado da primeira situação.

Resultado da segunda situação.
O mesmo ativo, o mesmo cenário, o que diferenciou na rentabilidade foi a estratégia.

Como saber quando comprar e vender?

Como mostrado no exemplo do tópico anterior, nem mesmo uma bluechip como a Petrobras está livre da volatilidade do mercado de valores mobiliários, podendo trazer prejuízos significativos em pouco tempo ao dinheiro aplicado pelo investidor.
Então como é possível saber a melhor hora de comprar e vender uma determinada ação? Através de duas principais análises desenvolvidas e aprimoradas ao longo do tempo: Análise gráfica e Análise fundamentalista.
São duas escolas muito interessantes que trazem abordagens bastante diferentes pois suas análises são feitas em cima de parâmetros distintos. Enquanto uma escola tenta analisar movimentos do mercado (Análise gráfica) estudando as formações que são escritas nos gráfico, a outra (Análise fundamentalista) procura ler balanços e informações econômicas ligadas a empresa para projetar o seu desenvolvimento ao longo dos anos.
Independente de qual escola utilizar, duas dicas muito importantes é quanto ao prazo da aplicação e o valor aplicado. Para um investimento mais confortável, não estipule uma data para resgate pois dependendo da volatilidade do mercado, você poderá estar assumindo um prejuízo desnecessário vendendo suas ações em uma data pré-determinada. Quanto ao valor, sugerimos não investir um dinheiro que você dependa dele. Também não procure se sustentar com a remuneração do seu capital no início da sua jornada pois devido ao pouco conhecimento seu sobre este mercado, a volatilidade poderá deixá-lo sem a remuneração e sem o capital.

Onde deposito o meu dinheiro?

Este com certeza é o maior medo de todo investidor de primeira viagem. Ao invés de elaborar parágrafos para explicar como funciona este processo, vamos colocar uma seqüência de perguntas e respostas esclarecedoras:
  • Em primeiro lugar, é seguro enviar recursos a uma corretora?
Sim. A CVM é imparcial contra falhas administrativas de uma corretora, aumentando muito a qualidade do controle dos seus processos, além de torná-las instituições financeiras muito bem vistas no mercado.
  • Como faço para enviar dinheiro para aplicações diretas na Bolsa de Valores?
Após liberado o seu cadastro junto a corretora, sugerimos realizar a transferência do dinheiro através de DOC ou TED para que seja registrada toda a movimentação (inclusive, algumas corretoras não aceitam depósito em dinheiro).
  • Meu dinheiro não irá misturar-se com o dinheiro dos outros?
Não. Uma vez feito o depósito do recurso, você deverá identificá-lo junto a corretora. Enquanto o montante não for especificamente identificado por você e todas as informações se confirmem, o valor ficará congelado. Qualquer problema relacionado a isto, o dinheiro será automaticamente devolvido sem a cobrança de taxas. Uma vez identificado e confirmado, ele será separado da conta geral e creditado dentro de uma sub conta, chamada Conta depósito, onde somente você terá acesso.
  • E se o dinheiro que eu enviar a corretora acabar caindo na conta de uma outra pessoa?
Isto não é possível. Como explicado anteriormente, devido ao controle que as corretoras tem sobre as informações dos depositantes, somente você e somente a sua Conta depósito poderão ser creditados dos valores que saíram da sua conta no banco.
  • Posso receber pagamentos de terceiros diretamente na minha conta dentro da corretora?
Não. A corretora apenas aceitará valores transferidos através de uma conta previamente cadastrada e que você faça parte da titularidade.
  • Alguém pode pedir resgate e receber o valor que tenho na minha conta depósito?
Não. O máximo que conseguirá ser feito é alguém se passar por você e conseguir resgatar os valores para conta que está registrada no seu cadastro junto a corretora. Da mesma forma que a corretora somente aceitará transferências vindas da sua conta, ela somente fará resgates para esta conta.
  • É possível utilizar mais do que uma conta bancária para movimentar valores?
Sim. Basta cadastrá-la junto a corretora.
  • Possuo somente conta poupança, consigo transferir recursos através dela?
Não. Para movimentar valores entre sua conta e a corretora, é necessário uma Conta Corrente.
  • Caso eu queira sair desta área de investimentos, a corretora irá enrolar para devolver o meu dinheiro?
Não. Uma vez estando líquido, a corretora deverá resgatar os valores contidos na conta depósito no mesmo dia em que foi solicitada a transferência (atenção para os horários máximos pré-acordados pela corretora).

A corretora pode roubar minhas ações?

Não, pois mesmo que queira, a corretora não possui a posse de suas ações. Todo o processo de armazenamento, controle, seguro e custódia dos seus ativos é feito pela CBLC.
Mesmo em um cenário que a corretora venha a falir, você não podererá os seus ativos. Neste caso, basta solicitar a CBLC a transferência da sua carteira para que uma outra corretora tenha acesso e você possa negociá-las normalmente.
O processo de troca de corretoras é muito comum. Não hesite em trocar para uma outra instituição financeira caso não esteja satisfeito com o serviço que está sendo prestado. Há excelentes corretoras no Brasil em que você será muito bem atendido e assessorado.



Como ficar rico sem um salário milionário? Veja 16 dicas que podem ajudar!

Quem não gostaria de saber uma fórmula que ensinasse como ficar rico? Então, receita pronta não existe. Mas, é possível identificar algumas características que são comuns às pessoas que conquistam aquilo que desejam.
E, acredito que você irá concordar comigo que repetir os hábitos de quem conseguiu conquistar aquilo que você deseja, pode ser um atalho facilitador para o sucesso.

Lembrando que os termos “sucesso”, “vencer na vida” e ser “rico”, possuem um significado distinto para cada ser humano. O que podemos afirmar é que cada um busca descobrir como ficar rico por um motivo em comum: realizar sonhos.

Por isso, segue abaixo 16 dicas que ajudarão você a descobrir como ficar rico:

1. Quando você reclama, você passa a atrair coisas negativas.

como ficar rico
A principal diferença entre uma pessoa com a mente rica e uma pessoa com a mente pobre é a forma como ela se posiciona perante uma dificuldade.
Todo mundo conhece alguém que reclama de tudo, mas que não faz nada para resolver o problema.
É muito mais confortável reclamar do que agir. Mas, eu sei que se você está lendo esse texto, você não busca pelo cômodo, você quer uma vida extraordinária. Caso contrário, você não estaria buscando informações de como ficar rico.

2. Para atingir um objetivo você precisa sair da zona de conforto.

Existe uma coisa muito importante que você precisava saber caso queira descobrir como ficar rico. Para conquistar algo, para atingir um objetivo, é preciso abrir mão de muitas situações confortáveis.
Afinal de contas, acredito que você concorde que não existe lógica em esperar resultados diferentes quando você faz as mesmas coisas sempre, não é mesmo?
A lógica é a seguinte: se o seu objetivo é viver confortável, você nunca será rico. Mas se o seu objetivo é ficar rico, você viverá confortavelmente.

3. Se você não estiver totalmente comprometido em ser rico, há grandes chances de você nunca ser. 

A partir do momento que você traçar um objetivo, não descanse até conseguir.
Aliás, você deve estar envolvido em trabalhar para realizar os seus sonhos em todos os momentos do seu dia. Cada atividade, por mais trivial que possa parecer, deve ser feita com a intenção de atingir aquilo que você está almejando para o futuro.

4. A Lei da Renda: você é pago pelo valor que entrega.

como ficar rico
Você precisa entender a diferença entre valor e preço. Preço está relacionado a uma análise simplória de uma quantia em números. Você só consegue definir se um preço é alto ou não, quando você enxerga o valor que aquele produto possui.
Você pode pagar R$ 5 reais por um almoço e este almoço ser considerado caro, caso ele não possua valor (a comida pode ser péssima, isso fará os R$ 5 reais terem sido desperdiçados).
Por isso, que você precisa deixar sempre bem claro o valor do serviço/produto que você oferece, assim você receberá um preço justo por ele.

5. Agarre as oportunidades quando enxergar uma.

Tudo na vida pode ser uma oportunidade, só depende do jeito como você enxerga. Faça das suas dificuldades um combustível para reinventar a sua estratégia para conquistar a liberdade financeira.
Não enxergue problemas e sim oportunidades.  

6. Se você inveja o que as pessoas possuem, você nunca terá o que elas têm.

Por que motivo você iria sentir qualquer sentimento que fosse diferente de admiração, em relação àquelas pessoas que possuem o que você também gostaria de ter?
Observe essas pessoas com o intuito de aprender com elas para que você consiga não apenas entender como ficar rico, mas ser rico de verdade!

7. Não tenha vergonha de conhecer pessoas bem sucedidas. Se elas podem, você também.

Você sabia que o ser humano é uma espécie de ímã?
O que você é atrai quem estará a sua volta. E ao contrário também, se você estiver cercado de pessoas positivas, com uma vida próspera, as suas chances de virar uma pessoa assim são maiores ainda.
Evite se relacionar com quem é tóxico e coloca você para baixo, esteja cercado de pessoas que sejam realmente grandes.

8. Você tem algo que pode ajudar as pessoas? Faça com que elas conheçam você.

como ficar rico
A confiança também possui um papel importantíssimo no processo de aprendizagem de como ficar rico.
Por isso, você não pode ter receio, medo de oferecer um serviço, um produto ou de falar bem de você mesmo. Se você não confiar no seu potencial, quem confiará?

9. O segredo do sucesso não é evitar os problemas, mas ser maior que eles.

O tamanho de um problema depende do tamanho como você se coloca diante dele. Por isso, seja grande sempre. Um problema nunca poderá ser maior do que você.
Sendo assim, você nunca terá um problema grande o suficiente para fazer você desistir dos seus objetivos.

10. Nunca determine um limite para os seus ganhos.

Pense comigo, se você tem confiança no seu trabalho, por que motivo o resultado não será bom?
Portanto, tenha um preço de acordo com o seu resultado e não com o tempo que você gasta naquilo. Não esqueça, se você não acreditar no seu potencial, ninguém mais acreditará.

11. Se você estiver satisfeito com suas conquistas, não atingirá novos objetivos.

Eu preciso que você tire da sua cabeça que você tem que escolher uma coisa ou outra. Não mesmo! Nunca se contente com uma única opção, você pode ser feliz e trabalhar muito. Assim como é possível ganhar muito dinheiro fazendo o que gosta e ainda assim conviver bastante com a família.
Desconstrua essa ideia e acredite que você pode ter o que você achar que é justo para sua vida.

12. A verdadeira riqueza é quanto sobra no seu bolso e não quanto você ganha.

como ficar rico
Um alto salário nunca poderá ser responsável pela sua segurança financeira. Você precisa focar na construção de um patrimônio.

Por este motivo é tão importante que você tenha o pleno controle das suas finanças, para que todo mês você consiga guardar dinheiro com o objetivo de aumentar o seu patrimônio.

13. Enquanto você não conseguir gerenciar o que é seu, não ganhará mais.

Essa dica é bem importante. Ser rico não significa apenas ganhar dinheiro, tanto que até agora diversos dos princípios que tem como objetivo fazer você descobrir como ficar rico, estão muito mais ligados a maneira como você enxerga as coisas do que com o dinheiro em si.

Então, nunca deixe o dinheiro controlar você através de gastos exorbitantes, seja organizado e tenha o pleno controle da sua vida financeira.

14. O dinheiro é uma semente. Se reinvestido, se multiplicará em mais dinheiro.

Mais uma vez  está aparecendo a importância de você ter o controle do dinheiro e não ele o controle da sua vida.
E sabe uma ótima alternativa para fazer o seu dinheiro trabalhar para você? Investindo da maneira correta. Aliás, se você já é leitor aqui do blog, já deve saber o quanto a filosofia do GuiaInvest é ajudar pessoas a conquistarem a liberdade financeira por meio de um caminho de conhecimento.

15. Faça o que é fácil e a vida será difícil. Faça o que é difícil, e sua vida será fácil.

Eu sei que esta afirmação parece estranha, mas a lógica é o seguinte.
Quando você se prepara para o mais difícil a tendência é que tudo se torne mais fácil. Já que você não foi surpreendido e estava capacitado para uma situação de dificuldade elevada.

16. Treinar e cuidar da sua mente é uma das principais habilidades que você deve ter.

como ficar rico
Por fim, eu acredito que este seja o comportamento mais importante de ser seguido. Eu gostaria que você enxergasse que quando você está aberto a coisas novas, você nunca deixa de aprender.

E sabe o que acontece quando alguém aprende coisas novas com frequência?
Essa pessoa evolui em todos os pontos da sua vida. Quem se acomoda e acredita que já sabe tudo, deixa de viver.

Portanto, busque diariamente aprender algo inusitado, algo que você não sabia no dia anterior. 
Não esqueça que as pessoas que são verdadeiramente sábias, nunca desperdiçam a oportunidade de conhecer algo novo.

Brexit: um 'divórcio' que começa com (muito) mais perguntas que respostas   

Brexit: um 'divórcio' que começa com (muito) mais perguntas que respostas   
Castelos de areia com bandeiras britânica e europeia: Processo de separação entre Reino Unido e UE é complexo - deverá levar anos© BBC Processo de separação entre Reino Unido e UE é complexo - deverá levar anos
Nesta quarta-feira, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, informou oficialmente à União Europeia a decisão do país de deixar o bloco político-econômico de 28 nações, do qual faz parte desde 1972.
Mas este processo de "divórcio" entre Londres e Bruxelas ainda está marcado por muito mais perguntas que respostas - e está longe de ser simples.
Para início de conversa, o prazo inicial para colocar os planos de "secessão" em prática é de dois anos e poderá ter de ser estendido diante de questões complexas em termos legais e econômicos.

Abaixo, explicamos como as duas partes chegaram até aqui, onde podem chegar e por que os olhos do mundo, e não apenas de europeus, estarão acompanhando atentamente o desenrolar dos acontecimentos do Brexit, como ficou apelidado o processo de saída.

Por que o Brexit?

Em 23 de junho de 2016, houve um plebiscito convocado pelo então primeiro-ministro, David Cameron, para decidir sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia.
A realização da consulta popular foi uma promessa feita por Cameron em 2013 como parte de seus esforços por uma vitória de seu partido, o Conservador, nas eleições de dois anos mais tarde - na época, os conservadores governavam em coalizão com os liberais-democratas.
Ao contrário de muitos colegas de legenda, Cameron era pró-UE e fez campanha pela permanência. No entanto, o "não" ao bloco político-econômico contrariou as pesquisas eleitorais e venceu nas urnas, ainda que por uma pequena margem (51.9%).
A taxa de comparecimento às urnas foi de 71,8%, mais alta do que nas eleições que, em 2015, tinham dado a Cameron uma maioria confortável no Parlamento.
O premiê renunciou no dia seguinte.
Fotos do ex-premiê David Cameron e da atual primeira-ministra, Theresa May: Por causa do Brexit, Cameron deu lugar a May© PA Por causa do Brexit, Cameron deu lugar a May

'Brexit é Brexit'

O lugar de Cameron foi assumido menos de um mês mais tarde pela então ministra do Interior, Theresa May, que se tornou a segunda mulher a ocupar o cargo (Margaret Thatcher tinha sido premiê entre 1979 e 90).
Durante a campanha para o referendo, May fez campanha contra o Brexit, mas não ocupou uma posição de destaque na frente multipartidária e nunca tinha se destacado como eurófila entusiasmada.


E foi ela quem cunhou a frase-símbolo do processo de "divórcio" ao dizer que "Brexit é Brexit" - ou seja, que seu governo não procuraria amenizar demais o processo de saída, apesar da vitória apertada.
David Davis: O eurocético David Davis é o ministro do Brexit© Getty Images O eurocético David Davis é o ministro do Brexit

E a economia, como fica?


Durante a campanha do plebiscito, um dos principais pontos de quem defendia a permanência na UE era que o Brexit poderia desencadear uma crise econômica - incluindo recessão e um grande aumento de desemprego, sem falar em um aperto da política de austeridade que marcara o primeiro mandato de Cameron (2010-15).
No primeiro dia após o plebiscito, houve realmente um tremor nos mercados. A libra esterlina sofreu sua maior desvalorização em décadas - e ainda permanece em um patamar 15% menor em relação ao dólar do que antes da consulta popular e 10% mais desvalorizada em relação ao euro.
No entanto, as previsões mais catastróficas ainda não se realizaram. Na verdade, estima-se que a economia britânica cresceu 1,8% em 2016, atrás apenas da Alemanha (1,9%) no grupo das sete nações mais industrializadas do mundo - o PIB brasileiro, por exemplo, encolheu 3,8%.
O atual índice de desemprego no Reino Unido é de 4,8%, o menor em 11 anos. E bem inferior à média dos outros 27 países da UE (8,5%).

Incerteza


Mas analistas econômicos nem por isso descartam tormentas futuras. Especialmente se as negociações com a União Europeia terminarem com a saída britânica do Mercado Comum Europeu, que estabelece livre circulação de produtos e serviços entre os países integrantes.
O Reino Unido hoje tem a UE como o destino de 44% de suas exportações e como origem de 53% de suas importações. Um Brexit mais rigoroso teria que ser compensado com a negociação de um ou mais tratados comerciais que evitem choques na economia britânica, por exemplo.
"O maior problema nessa história é o clima de incerteza criado pelo Brexit. O processo é extremamente complexo sob o ponto de vista legal e, até que as negociações evoluam, ninguém sabe que formato essa separação terá", explica à BBC Brasil Andrew Wood, advogado especializado em comércio internacional e que já trabalhou como negociador do governo britânico junto à UE.
"Para se ter uma ideia de quão complicadas essas negociações são, o acordo de livre comércio da UE com o Canadá demorou sete anos para ser finalizado", afirma ele.
"E embora o Reino Unido na teoria seja um parceiro mais simples de se lidar sob o ponto de vista legal, pois atualmente segue a legislação europeia e é um grande exportador para a UE, agora estamos falando de uma separação cujos termos terão que ser aprovados por 27 países com interesses diferentes em um cenário pós-Brexit."
E ainda não está muito claro se multinacionais hoje operando no Reino Unido continuarão no país se perderem o acesso privilegiado ao Mercado Comum Europeu. O mesmo pode se dizer das empresas de serviços financeiros que fizeram de Londres uma gigante do setor nas últimas duas décadas.
Skyline da região de Canary Wharf, em Londres, à noite: Londres é um dos principais centros de serviços financeiros do mundo© Reuters Londres é um dos principais centros de serviços financeiros do mundo

Quais são os principais pontos a discutir?

- Comércio: O Reino Unido terá algum acesso ao Mercado Comum Europeu ou tentará um acordo de livre-comércio com o bloco? Como ficará sua posição junto à Organização Mundial do Comércio?
- Segurança: Como funcionará a cooperação com os vizinhos europeus nos esforços contra o crime organizado e ataques extremistas?
- Indenização: Estima-se que a conta do Brexit - o montante que Londres pagará para acertar suas obrigações com o orçamento da UE, bem como bancar a mudança de instituições da UE em solo britânico, por exemplo - poderá chegar ao equivalente a R$ 200 bilhões.

Despedida longa


Para deixar a UE, os britânicos têm de invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que prevê um prazo de dois anos para que Londres e Bruxelas decidam os termos de "divórcio".
Na teoria, então, o processo teria de ser concluído em 2019, quando o governo britânico então teria que aprovar no Parlamento um novo pacote legal que acabasse com a preponderância da legislação europeia sobre a britânica.
Imigração no Aeroporto de Heathrow: Status dos 2,9 milhões de europeus vivendo no Reino Unido ainda é uma incógnita© PA Status dos 2,9 milhões de europeus vivendo no Reino Unido ainda é uma incógnita O processo, porém, esbarra em dois problemas cruciais.
O primeiro: o artigo 50, um plano para que qualquer país deixe a UE, entrou em vigor apenas em 2009. E seu texto é simples, com apenas cinco parágrafos, dizendo apenas que um país insatisfeito com o bloco precisa notificar o Conselho Europeu e que há dois anos para negociar a saída, a não ser que, por unanimidade, britânicos e todos os países da UE concordem em estender o prazo.
O segundo ponto? Desde a criação formal da UE em 1992, nenhum país tinha pedido para sair.
Manifestação pró-UE no centro de Londres: Reino Unido será o primeiro país a deixar a UE desde sua criação formal, em 1992© AFP Reino Unido será o primeiro país a deixar a UE desde sua criação formal, em 1992 Ou seja: o processo real pode levar ainda mais tempo, com alguns analistas prevendo até seis anos para a concretização do Brexit. Isso porque pelo menos 20 dos 27 países da UE (e pelo menos 65% da população do bloco) precisam dar o aval para qualquer acordo de saída.
"Dois anos certamente não serão suficientes para negociar o relacionamento entre o Reino Unido e UE. Temos pela frente uma série de negociações complexas e que vão requerer uma série de acordos de transição", alertou esta semana um dos mais graduados diplomatas britânicos, Simon Fraser.
Enquanto isso não acontece, o Reino Unido permanece cumprindo a legislação e os acordos com o bloco, mas sem tomar parte no processo decisório.

Negócios à parte?


Com poucas exceções, as grandes empresas britânicas se declararam contra o Brexit, sob o argumento de que a permanência na UE tornaria mais fácil mover dinheiro, pessoas e produtos ao redor do mundo.
Agora, há a preocupação em quantos empregos podem migrar para outros centros financeiros europeus.
Recentemente, por exemplo, a BBC noticiou que o banco HSBC poderá mover mil postos para Paris.
Ao mesmo tempo, exportadores relatam aumento de demanda por causa da queda do valor da libra.
Gráfico sobre o processo de saída do Reino Unido da UE© BBC Gráfico sobre o processo de saída do Reino Unido da UE

Pontos de impasse


Em janeiro, May declarou que o país não permanecerá no MCE, uma concessão que automaticamente forçaria o Reino Unido a permitir liberdade de movimento de países cidadãos da UE, um ponto contencioso em um país em que a imigração se transformou em uma questão eleitoral mais importante que a segurança nacional, pelo menos de acordo com pesquisas eleitorais.
Os dois lados têm uma balança comercial significativa e querem continuar fazendo negócios após o Brexit. Os britânicos querem o maior acesso possível ao MCE e May ofereceu a chance de uma união aduaneira, em que os países concordam em não taxar produtos e serviços alheios e adotam tarifas comuns para produtos vindos de locações externa.
Atualmente, o Reino Unido faz parte de uma união alfandegária com o bloco, mas isso impede que o país busque acordos independentes com outras nações. E em diversas ocasiões, líderes europeus deixaram claro sua aversão a uma situação em que Londres deixe a mesa de negociações com o que se pode chamar de "melhor de dois mundos".
Boris Johnson: O ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, foi um líderes da campanha pelo Brexit© Reuters O ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, foi um líderes da campanha pelo Brexit E a principal razão é simples: sentimentos anti-UE não se limitam a Londres, outros países do bloco enfrentam o crescimento da popularidade de políticos pedindo consultas populares - na França, por exemplo, isso é representado por Marine Le Pen, cuja plataforma de extrema-direita poderá levá-la ao menos ao segundo turno do pleito presidencial, em maio.
Uma saída "honrosa" para os britânicos, para alguns especialistas poderia alimentar mais movimentos de rompimento. Sem falar que chefes dos 27 estados europeus precisam também garantir os direitos de seus cidadãos vivendo no Reino Unido - estimados entre 2,9 milhões e 3,3 milhões de pessoas, contra 1,2 milhão de britânicos na UE.
O precedente de Brexit "light" existe: a UE tem acordos preferenciais com Noruega, Islândia e Suíça, que permitem acesso ao mercado comum, mas também exigem reciprocidade na movimentação de bens, serviços e pessoas.

E se não houver acordo?


Theresa May disse recentemente que deixar a União Europeia sem um acordo pós-Brexit "é melhor que sair com um mau negócio". Só que a ausência de um tratado comercial poderia forçar o Reino Unido a ter que mediar suas operações com a UE por meio da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Praia de região das Ilhas Canárias, em que vivem mais de 300 mil britânicos: Reino Unido tem população de quase 3 milhões de "europeus", mas 1,2 milhão de britânicos vivem em países vizinhos, em especial a ensolarada Espanha© PA Reino Unido tem população de quase 3 milhões de "europeus", mas 1,2 milhão de britânicos vivem em países vizinhos, em especial a ensolarada Espanha Especialistas estão divididos nessa questão e veem pouca vontade política da UE em iniciar uma guerra de tarifas, mas outros preveem um aumento de custos para empresas britânicas comprando e vendendo no exterior. E o perigo de que a falta de acesso ao mercado comum possa fazer com que Londres deixe de ser um centro financeiro global.
"Não acredito que seja do interesse dos dois lados criar uma situação aguerrida, já que há interesses comerciais substanciais em jogo. Nenhuma das partes vai realmente bater na mesa. O que a gente precisa lembrar aqui é o Brexit não é apenas uma questão econômicas, mas também política. Estamos em ano de eleição na França e na Alemanha e isso poderá ter influência nas negociações", completa Hood.

Imigração


O governo britânico até agora se recusou a dar garantias firmes sobre como fica o status legal de cidadãos da UE no país, dizendo que precisa de reciprocidade do bloco. A única garantia é que europeus com direito de residência permanente no Reino Unido, o que é dado depois que vivem no país por cinco anos, poderão permanecer.
O restante dependerá das negociações do Brexit. As duas situações afetam cidadãos brasileiros - grande parte dos expatriados do país vivendo nas fronteiras britânicas também tem cidadania de algum país da UE, como Portugal, Itália e Espanha.
Em números gerais, no entanto, a migração de cidadãos da UE para o Reino Unido é apenas marginalmente maior que a geral - os números mais recentes são dos nove primeiros meses de 2016, em que 165 mil cidadãos da UE entraram no país, contra 164 mil de outros países.

Em caso de arrependimento...


O Tratado de Lisboa prevê a possibilidade de um país "fujão" voltar a fazer parte da EU.
Mas caso o Reino Unido se arrependa da vida pós-Brexit, o processo de retorno não será simples nem automático: o país teria que se candidatar como qualquer outro e precisaria voto unânime dos 27 membros do bloco.